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07 de dezembro de 2011
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Gestão Pública

Detentos vão acelerar obras do Arco Metropolitano do Rio

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assinou a renovação do convênio para a qualificação e utilização de mão de obra de detentos, de forma a utilizar a força de trabalho desses homens, sob a tutela do sistema prisional do estado, nas obras do Arco Metropolitano do Rio. Atualmente, 400 presos trabalham na confecção de uniformes, em serviços de conservação e limpeza e no replantio de matas ciliares de rios do estado. Desde 2007, já passaram cerca de dois mil presos dos regimes aberto e semi-aberto pelo processo de qualificação e ingresso no mercado de trabalho. Para cada três dias de trabalho, os detentos têm um dia de suas penas reduzidas.

Uma pesquisa do governo do estado indica que cerca de 4 mil apenados poderiam estar trabalhando em algum setor produtivo. Atualmente, só 1.700 exercem alguma atividade produtiva. Agora, o próprio estado pode oferecer essas colocações em suas obras.

O arco é um conjunto de 145 quilômetros de rodovias que interligará os trechos norte e sul da BR-101 com a BR-040 e BR-116, desviando o fluxo de veículos da área urbana do Rio de Janeiro. Com o empreendimento, as principais vias de acesso à capital fluminense, a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil, serão desafogadas com a redução do tráfego de carros, ônibus e caminhões. Seu custo é estimado de R$ 965 milhões.

Status das Obras

Nesse momento, o avanço físico das obras do Arco Metropolitano é de cerca de 30% e a conclusão está prevista para dezembro de 2012. O consórcio responsável pela execução do projeto é composto por oito construtoras: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Carioca, Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa, Delta e Oriente. Divididas em quatro lotes, as intervenções envolvem terraplanagem, drenagem, obras de arte corrente e obras de arte especiais.

A expectativa é de que a construção do arco deverá consumir pelo menos 91 mil m³ de concreto, a serem aplicados em obras de arte – 54 viadutos, 18 pontes e 82 passagens inferiores – e em trechos de rodovia em pavimento rígido. Para fazer frente à demanda, as construtoras envolvidas na obra optaram por produzir vigas pré-fabricadas de concreto protendido em seus canteiros centrais, em vez de concretagem in loco. Para isso, estão em uso bombas-lança de concreto de 40m³/h de capacidade, utilizadas para fabricar blocos, pilares, travessas, tabuleiros de viadutos e pontes, passagens inferiores, passagens de gado e fauna, etc.