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12 de julho de 2013
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Matéria de Capa - Construction Expo 2013 / Habitação popular: tem espaço para a participação privada

Os investimentos preveem R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,6 bilhões da iniciativa privada. A contrapartida do Governo do Estado de São Paulo, a fundo perdido, será de R$ 1,6 bilhão. Num convênio a ser firmado com o Estado, a Prefeitura de São Paulo deve apoiar o projeto com R$ 404 milhões, média de R$ 20 mil por unidade habitacional.

Qualidade da construção

A maior integração entre governos e iniciativa privada foi o ponto de partida da palestra de Maria Salette de Carvalho Weber, coordenadora geral do Programa de Qualidade e Produtividade da Habitação, do governo federal.  Maria Salette abordou o avanço do programa ao longo de sua criação e a necessidade de acelerar a produtividade, tendo em vista a expansão da construção habitacional com o programa Minha Casa Minha Vida. Salete destacou que o novo cenário econômico brasileiro, com uma redução do desemprego, o que impactou positivamente na capacidade da população de aquisição da casa própria, com reflexos na capacidade das empresas de atendimento da demanda. O programa Minha Casa Minha Vida pretende construir 2 milhões de unidades habitacionais até 2014, com investimentos totais de R$ 125,7 milhões.

Segundo ela, os novos patamares da construção habitacional estimulram as empresas a buscarem maior modernização tecnológica e adesão  ao PBQP-H. A visão governamental é de que a expansão dos investimentos possa ocorrer por meio de maior parceria entre o setor público e as empresas privadas.

Para a coordenadora, ainda há uma limitação do programa. Segundo ela, existem 17 organismos de acreditação atualmente, mas o governo trabalha para ampliar esse número e desburocratizar sua localização. “Em geral as instituições técnicas de avaliação e certificação estão concentradas na região Sudeste”. Maria Salette destacou que o sistema tem um caráter evolutivo de inclusão. Segundo ela, atualmente, já são 3.060 construtoras certificadas. O processo de certificação é contínuo, e em geral, os setores contem em torno de 10% de produtos em não conformidade. Um setor se destaca no campo da certificação, o dos tubos de PVC, em que 63% das empresas estão certificadas.  Em termos de certificação de sistemas construtivos, a coordenadora destaca que o maior volume de pedidos concentra-se nas paredes de concreto moldadas in loco, paredes de concreto pré-moldados e sistema steel frame.  Ela ainda convocou os empresários para levar sugestões de mudanças, ou propostas, para modernizar o sistema com maior velocidade. “O Estado precisa dessas sugestões”, enfatizou.