12 de julho de 2013
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Matéria de Capa - Construction Expo 2013 / Habitação popular: tem espaço para a participação privada

Eixos priorizam logística e infraestrutura

O Plano de Investimentos do governo federal (PAC) priorizou os principais vetores de infraestrutura como energia e transporte e acabou inserindo os investimentos do Minha Casa Minha Vida. O governo inclui agora os setores de telemática e mão de obra como eixos prioritários de investimentos. Segundo Esther Dweck, assessora econômica do Ministério do Planejamento, os investimentos em infraestrutura são importantes pela geração de empregos e renda, assim como pelo reflexo para o desenvolvimento de outras atividades econômicas.

Ela destacou alguns dos importantes empreendimentos de infraestrutura em andamento, como o Porto do Açu (RJ) e o Porto de Ilhéus (BA), e o Porto de Vila do Conde (PA). Segundo ela, o país avançou consideravelmente, desde o início do PAC: “o investimento público cresceu quatro vezes mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) – 111% em termos reais”. Com isso, a participação do investimento público no PIB aumentou 56%. A geração de emprego é outro efeito do Programa. No setor de obras de infraestrutura, o emprego formal aumentou 7,9% ao ano em média, entre 2011 e abril de 2013. “Esse resultado é mais que o dobro do crescimento do emprego formal total no Brasil, que cresceu 3,6% ao ano, em média.”

Segundo o último balanço do PAC 2, os investimentos atingiram R$ 557,4 bilhões em investimentos  de infraestrutura logística, social e urbana até junho de 2013. Esse valor corresponde a 56,3% do total previsto até 2014.  Com respeito às ações do PAC 2 concluídas até abril deste ano, o volume é de 54,9% de execução dentre as obras previstas para serem concluídas até 2014. O valor total de obras finalizadas atingiu R$ 388 bilhões. Segundo a economista, o resultado é 18,4% superior em relação ao último Balanço, quando o volume de obras concluídas era de R$ 328,2 bilhões. “O Estado liderou os investimentos em infraestrutura até agora, e esse volume deve se elevar a partir das concessões na área de petróleo, rodovias e aeroportos”. A economista destacou ainda o efeito do programa Minha Casa Minha Vida (R$ 224,4 bilhões de investimentos) para o incremento das economias regionais e ênfase das futuras ações governamentais na área logística, principalmente portos, ferrovias e aeroportos.