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27 de julho de 2018
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Mineroduto

Linha do tempo de um desastre ambiental

MARÇO

Dia 12 de março -

Ás 7 horas e 42 minutos - a Anglo American identifica vazamento no mineroduto em Santo Antônio do Grama (MG). A empresa paralisa todas as atividades na mina e na usina e equipes são deslocadas para dar apoio às ações de emergência. Prefeitura, Defesa Civil e Copasa foram imediatamente comunicadas. Como medida preventiva, a empresa solicita a interrupção da captação de água no ribeirão Santo Antônio do Grama. São iniciadas as ações de contenção e drenagem e a coleta de amostras de água do ribeirão Santo Antônio do Grama, pela Suatrans, empresa especializada em emergências ambientais, e pelo  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A Anglo American garante o fornecimento de água por meio de caminhões-pipa e galões de água mineral. O vazamento é estancado em 95%. Ruben Fernandes, presidente da Anglo American no Brasil, faz um pronunciamento via midias sociais.

Dia 13 de março -

Ruben Fernandes divulga video nas redes sociais em que fala sobre o incidente no mineroduto, esclarece as ações da empresa para conter o vazamento e pede desculpas à população pelo episódio.

Dia 15 de março -

A cidade de Santo Antônio do Grama está totalmente abastecida pela ETA da Copasa. Após o encerramento dos primeiros dois dias de análise da água, resultados apontam que a qualidade da água no Ribeirão Santo Antônio do Grama e no Rio Casca não passou por alterações significativas. Começa a limpeza da calha do Ribeirão Santo Antônio do Grama e suas margens. Foram realizadas vistorias e a estabilidade da barragem está garantida.

Dia 16 de março –

Após três dias de obras, é finalizada a construção da adutora definitiva no Ribeirão Salgado. O monitoramento da qualidade da água continua sendo feito em 17 pontos do Ribeirão Santo Antônio do Grama e do Rio Casca, até o ponto de confluência com o Rio Doce. Inspeções em diversos trechos do mineroduto confirmam a integridade do duto em todo o trecho inspecionado.

Dia 23 de março –

Equipes especializadas continuam os trabalhos de manutenção, reforço e construção de contenções no

MARÇO

Dia 12 de março - Ás 7 horas e 42 minutos - a Anglo American identifica vazamento no mineroduto em Santo Antônio do Grama (MG). A empresa paralisa todas as atividades na mina e na usina e equipes são deslocadas para dar apoio às ações de emergência. Prefeitura, Defesa Civil e Copasa foram imediatamente comunicadas. Como medida preventiva, a empresa solicita a interrupção da captação de água no ribeirão Santo Antônio do Grama. São iniciadas as ações de contenção e drenagem e a coleta de amostras de água do ribeirão Santo Antônio do Grama, pela Suatrans, empresa especializada em emergências ambientais, e pelo  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A Anglo American garante o fornecimento de água por meio de caminhões-pipa e galões de água mineral. O vazamento é estancado em 95%. Ruben Fernandes, presidente da Anglo American no Brasil, faz um pronunciamento via midias sociais.

Dia 13 de março - Ruben Fernandes divulga video nas redes sociais em que fala sobre o incidente no mineroduto, esclarece as ações da empresa para conter o vazamento e pede desculpas à população pelo episódio.

Dia 15 de março - A cidade de Santo Antônio do Grama está totalmente abastecida pela ETA da Copasa. Após o encerramento dos primeiros dois dias de análise da água, resultados apontam que a qualidade da água no Ribeirão Santo Antônio do Grama e no Rio Casca não passou por alterações significativas. Começa a limpeza da calha do Ribeirão Santo Antônio do Grama e suas margens. Foram realizadas vistorias e a estabilidade da barragem está garantida.

Contaminação causa mudança da cor das águas dos rios

Dia 16 de março – Após três dias de obras, é finalizada a construção da adutora definitiva no Ribeirão Salgado. O monitoramento da qualidade da água continua sendo feito em 17 pontos do Ribeirão Santo Antônio do Grama e do Rio Casca, até o ponto de confluência com o Rio Doce. Inspeções em diversos trechos do mineroduto confirmam a integridade do duto em todo o trecho inspecionado.

Dia 23 de março – Equipes especializadas continuam os trabalhos de manutenção, reforço e construção de contenções no Ribeirão Santo Antônio do Grama.  Caminhões fazem a sucção para remover o material e limpar a calha do ribeirão e suas margens.

Dia 24 de março - Após a substituição do segmento do mineroduto onde aconteceu o vazamento, são feitas inspeções de engenharia e segurança. Com a anuência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), é feito o enchimento do mineroduto com água e a movimentação da polpa de minério de ferro que ficou estacionada na tubulação. O monitoramento desse processo fornece uma indicação do comportamento de pressão entre a estação de bombeamento e a estação terminal. O procedimento de segurança faz parte da rotina de reinício de operação do mineroduto, sempre que há uma parada nas atividades de produção. Os procedimentos de teste foram auditados e aprovados pela empresa que projetou o mineroduto e todo o processo será acompanhado por especialistas, respeitando padrões de engenharia e segurança.

Dia 27 de março - A Anglo American retoma a operação do sistema Minas-Rio. As atividades estavam suspensas desde o dia 12 de março, quando ocorreu um vazamento no mineroduto em Santo Antônio do Grama (MG). O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aprova a retomada das atividades, após conclusão da análise da documentação apresentada pela empresa, que evidencia o cumprimento de uma série de ações de resposta ao incidente.

Equipes especializadas continuam os trabalhos de manutenção, reforço e construção de contenções nos rios e ribeirões

Dia 29 de março - Por volta das 18h55 é identificado outro vazamento no mineroduto, próximo à Estação de Bombas 2, em Santo Antônio do Grama (MG). O vazamento de polpa de minério de ferro, material não perigoso, durou aproximadamente cinco minutos e foi estancado. Não há feridos. As operações da empresa são paralisadas.

Dia 29 de março - A Anglo American anuncia a paralisação das operações por pelo menos mais um mês enquanto realiza os testes de segurança necessários para garantir a integridade do mineroduto do Minas-Rio.  Estudos preliminares indicam que o vazamento ocorrido no dia 29/3 foi consequência do surgimento de uma trinca na solda longitudinal do processo de fabricação do tubo, o que também parece ter sido o defeito do tubo que vazou no dia 12/03. O diagnóstico será confirmado após a finalização das análises que estão sendo conduzidas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para apurar as causas destas trincas. Os dois tubos pertenciam ao mesmo lote.

Em julho foi iniciado um plano de recuperação de áreas degradadas, com o objetivo de recompor as matas ciliares, córregos e demais áreas impactadas

Dia 30 de março - Em nota sobre segundo vazamento do mineroduto, o presidente da Anglo American  Ruben Fernandes relata o episódio. Destaca que o mineroduto estava em fase inicial e que o vazamento ocorreu por cinco minutos, confirma a paralisação e anuncia férias coletas. Fernandes fala em “consternação” pelo episódio e destaca o compromisso da empresa com o meio ambiente e a segurança.

ABRIL

Dia 3 de abril - Em função do detalhamento dos processos de inspeção que precisam ser realizados, a Anglo American recalcula o período em que as operações do Minas-Rio ficarão paralisadas para aproximadamente 90 dias. A empresa anuncia férias coletivas para parte do pessoal que trabalha na mina, usina e planta de filtragem por 30 dias, com início em 17 de abril. O trabalho de limpeza do ribeirão Santo Antônio do Grama, impactado pelo primeiro vazamento ocorrido em 12 de março, permanece e envolve cerca de 200 pessoas, sendo quase a metade delas moradores locais.

 

 

Dia 16 de abril - Começam as férias coletivas, por 30 dias, de 766 empregados.

MAIO

Dia 14 de maio - Com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Justiça de Rio Casca (MG), a Anglo American inicia o processo de limpeza interna do mineroduto. A empresa avisa as comunidades e os superficiários sobre a iniciativa, que consiste na passagem de água pelos dutos para a retirada de cerca de 70 mil toneladas da polpa de minério retido com a parada emergencial após os vazamentos ocorridos em março.

Dia 19 de maio - Após autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Juízo de Rio Casca (MG), é concluído o processo de enchimento e bombeamento de água para retirada da polpa de minério retida no momento da paralisação das operações. O procedimento ocorre dentro da normalidade, sem incidentes, sendo finalizado de forma segura, de acordo com o planejado. A Anglo American reforça seu compromisso com a segurança e está comprometida a voltar a operar apenas após inspeções minuciosas. O Minas-Rio continua sendo um projeto competitivo, com um produto de qualidade e alta demanda no mercado internacional de minério de ferro.

Começa a limpeza da calha do Ribeirão Santo Antônio do Grama e suas margens.

Dia 23 de maio - A Anglo American inicia a inspeção interna de toda a extensão do mineroduto do Minas-Rio. São utilizados PIGs (sigla em inglês para Ferramenta de Inspeção de Dutos) fabricados sob medida, com sensores capazes de indicar, com precisão, indícios de amassamentos, corrosão ou fissuras na tubulação. O processo começa com a passagem dos PIGs de limpeza e prossegue com outras três variações do equipamento (PIGs geométrico, magnético e ultrassom).

Dia 15 junho - Anglo American encerra a limpeza da polpa de minério que vazou do mineroduto no ribeirão e em propriedade rural na região. Uma vistoria final realizada pelo NEA (Núcleo de Emergências Ambientais) da Semad/MG atesta que o processo de limpeza foi concluído satisfatoriamente.

É iniciado um plano de recuperação de áreas degradadas (PRAD) do município, em parceria com os órgãos ambientais e os proprietários rurais. O objetivo é recompor não só as matas ciliares do córrego, mas, também, outras áreas impactadas por diversas atividades de uso e ocupação do solo.