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07 de dezembro de 2011
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Especial Rodovias

Matriz de transporte desequilibrada no Brasil

A matriz de transportes do Brasil e do estado de São Paulo demonstra um desequilíbrio entre os diferentes modais, o que aponta para a necessidade de readequações, para que se promova maior competitividade e um desenvolvimento econômico sustentável. Atualmente, o modal rodoviário responde por cerca de 59% de toda a movimentação de carga no Brasil. As ferrovias ficam com 24% do total; o modal aquaviário, com 13%; o aeroviário, com 0,3% e o dutoviário, com 3,7%.

No estado de São Paulo, a maior economia do País, esse desequilíbrio é ainda mais grave, ficando a malha rodoviária responsável por 93% do total; as ferrovias, por 5,3%; o modal aquaviário, por 0,5%; o aeroviário por 0,3% e o dutoviário, por 0,8%.

Apesar dessa importância, tanto para o transporte de bens e pessoas quanto para a integração nacional, ainda há muito a ser feito em termos de investimentos nessa malha.

Segundo os dados do último Sistema Nacional de Viação - SNV publicado pelo DNIT, em agosto de 2011, no País existem hoje 1.581.104 km de rodovias, dos quais apenas 213.909 km pavimentado. Isso representa 13,5% da malha. Desse total, mais de 15 mil km são de rodovias sob concessão.

Em outras palavras, além dos 53.237 km de rodovias pavimentadas que, segundo a pesquisa realizada pela CNT, precisam de alguma intervenção, o Brasil tem ainda uma demanda de 1.367.195 km a serem pavimentados. Isso sem contar a obras de pavimentação e infraestrutura viária necessárias nas cidades, sobretudo naquelas que vão sediar jogos da Copa ou irão receber grandes projetos de infraestrutura como hidrelétricas, portos, aeroportos, entre outros.

O desequilíbrio na matriz de transporte no Brasil pode ser explicado pela diferença de custos na utilização de cada modo de transporte. O modal rodoviário apresenta pequenos custos fixos, uma vez que a construção e a manutenção de rodovias dependem, na grande maioria dos casos, do poder público e seus custos variáveis (por exemplo, combustível, óleo e manutenção) são medianos.

O modal ferroviário apresenta custos fixos elevados, em decorrência de substanciais investimentos em trilhos, terminais, locomotivas e vagões. Seus custos variáveis são pequenos.

Por sua vez, o modal aquaviário apresenta custos fixos medianos, decorrentes do investimento em embarcações e em equipamentos, e seus custos variáveis são relativamente pequenos em razão da capacidade de transportar grandes volumes e toneladas. Já o modal dutoviário apresenta os custos fixos mais elevados, em decorrência de direitos de passagem, construção, estações de controle e capacidade de bombeamento. Em contrapartida, apresenta custos variáveis mais baixos, muitas vezes desprezíveis.