FECHAR
12 de julho de 2013
Voltar
40 Anos da Método Engenharia

Método – Uma flecha para o futuro

A construtora que virou sinônimo de inovação construindo ícones da paisagem paulistana completa 40 anos com foco em infraestrutura

“O tempo rodou num instante nas rodas do meu coração”. O hino estudantil dos anos 1960 traduz a trajetória de Hugo Marques da Rosa e da Método Engenharia, construtora que comemora 40 anos num processo de reinvenção contínua. Ao apontar a flecha para o futuro, a Método volta ao seu ponto de partida o domínio completo do processo construtivo – resgatando o perfil típico da construtora que implantou uma série de inovações no canteiro e liderou um movimento de modernização no cenário da construção brasileira, nas décadas de 1980 e 1990.

A empresa cresceu, expandiu sua atuação e enveredou pelo universo da incorporação imobiliária e gestão de empreendimentos, num processo de conquista de novos conhecimentos e nichos de mercado. Como inovar não significa eliminar riscos, ela também enfrentou os revezes do mercado e pagou um preço por isso, algo comum aos empreendedores. A famosa parceria entre os sócios Victor Foroni e Hugo Marques da Rosa, os fundadores, acabou. Mas Hugo Marques da Rosa continuou a trajetória da empresa, reinventando seu futuro com o resgate justamente de sua filosofia e aprendizado do passado.

Em seu novo ciclo, que se iniciou em 2004/2005, a Método que tinha optado pela terceirização dos processos produtivos – decidiu voltar às origens e retomar essa atividade. Surge assim a Método Estruturas, com ênfase na pesquisa das soluções e tecnologias mais apropriadas para cada tipo de obra, sem priorizar este ou aquele sistema estrutural, ao contrário do que havia feito no passado.

Outro viés da estratégia de retomada de crescimento da empresa diz respeito ao modelo de negócio. A Método decidiu abandonar a atuação na área de incorporação, segmento em que militou, na última década, em parceria com grupos internacionais, e no qual se notabilizou pelo desenvolvimento de empreendimentos corporativos que marcaram a paisagem paulistana e carioca, fosse pelo aspecto arquitetônico ou pela adoção de conceitos de sustentabilidade e tecnologia.

Mesmo assim, a empresa optou por sair de ramo, que exige um considerável aporte de capital, e concentrar-se na sua atividade fim, que é a construção. A meta agora é expandir os segmentos de atuação da construtora, passando a atuar em nichos que até então a empresa não tinha ousado entrar. Para isso, anexou a Potencial, especializada no segmento de montagem eletromecânica, o que abre um leque de oportunidades visando o momento de expansão e investimento na infraestrutura. O foco principal no novo segmento, conta Hugo Marques da Rosa, é a área de petróleo e gás, puxada pelos investimentos principalmente da Petrobrás.