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12 de julho de 2013
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Entrevista

Nova revolução da qualidade na engenharia brasileira

Entrevista com Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, diretor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Durante o Construction Congresso, realizado paralelamente à Construction Expo 2013, várias comunicações importantes e de grande interesse para a cadeia da construção foram feitas por especialistas e membros da comunidade acadêmica. Uma delas foi a da entrada em vigor da NBR 15575, com as novas normas para o desempenho do concreto. Trata-se de uma lista de exigências quanto a segurança estrutural, incêndio, estanqueidade, desempenho térmico, acústico e lumínico, durabilidade e manutenção, entre tantos outros.

Os sistemas à base de cimento têm uma base normativa sólida, com um acervo de mais de 300 documentos, que comprovam a qualidade desses produtos. Uma das vantagens da Norma de Desempenho é referenciar os documentos já existentes quando estes atenderem aos requisitos propostos. Juridicamente, as normas brasileiras são voluntárias, podendo ganhar força através de leis que as referenciam, como o Código de Proteção de Defesa do Consumidor. No entanto, como as normas técnicas são o registro das melhores práticas e do conhecimento consolidado, são documentos referenciados em muitos contratos. No caso específico da ABNT NBR 15575, os requisitos servem como base para a aprovação de financiamentos para novas construções, por exemplo.

Para muitos engenheiros brasileiros, a falta de uma norma de desempenho impediu, na prática, a construção habitacional brasileira de evoluir, impondo à nossa indústria da construção um atraso de mais de uma década em relação a outros países, seja na evolução de sistemas construtivos, de projetos, de materiais, enfim, de toda uma cultura na engenharia habitacional.

A norma é vista como um divisor de águas na construção civil brasileira, pois obriga as construtoras a conceberem e executarem as obras para que o nível de desempenho especificado em projeto seja atendido ao longo de uma vida útil. Sua adoção pelas empresas implica em uma nova metodologia de se projetar edificações, que ainda precisa ser compreendida pelos profissionais do mercado. Para falar sobre o assunto, Grandes Construções ouviu Luiz Pinto da Silva Filho, professor e diretor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Entusiasmado, ele declarou que, em sua opinião, a aprovação da NBR 15575 representa uma nova Revolução da Qualidade na engenharia brasileira. Saiba por que lendo o que o engenheiro tem a dizer.

Grandes Construções – Acaba de entrar em vigor, no Brasil, a nova norma de desempenho de concreto. Quais os impactos diretos que isso terá sobre a cadeia da construção no País?