12 de julho de 2013
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Concreto Hoje

Novos aditivos otimizam o uso de concretos avançados

Os ganhos incluem mais qualidade técnica, com aumento da resistência e durabilidade, impermeabilização mais efetiva redução de custos e aplicações ecossustentáveis

Considerados o quarto componente do concreto depois do cimento, areia e água os aditivos são velhos conhecidos da indústria. Os romanos antigos já usavam pozolanas de origem vulcânica para tornar impermeáveis os concretos e argamassas adotados na construção das termas. Na verdade, era um avanço se considerarmos que até mesmo o sangue de animais foi tido como “aditivo” numa fase empírica da produção do concreto. As informações são do professor José de Almendra Freitas Júnior, chefe do Departamento de Construção Civil (DCC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Apesar de destacar a antiguidade da técnica, o pesquisador lembra que o uso dos componentes não parou no tempo. “O universo dos aditivos está em constante e rápida evolução. Moléculas orgânicas mais complexas são criadas com frequência nos laboratórios das universidades e grandes empresas fabricantes”, ressalta.

Para Freitas, versões das novas gerações de aditivos superplastificantes - ou hiperplastificantes como são chamados - são lançadas praticamente a cada ano. Segundo ele, essa classe de aditivos merece atenção especial nos cursos de engenharia civil em função de sua aplicação na produção de concretos de alta resistência e nos autoadensáveis. “Como tais concretos têm excelentes propriedades e grande potencial de uso na construção, entendemos que é importante divulgar a tecnologia ligada a eles”, explica. O pesquisador destaca ainda outra vertente de desenvolvimento: os componentes que aumentam a durabilidade do concreto contra algum tipo de manifestação patológica. Entre os exemplos dessa linha, Freitas cita os aditivos inibidores da reação álcali-agregado e os inibidores da corrosão das armaduras.

Ainda como elementos que evitam a corrosão, o especialista destaca o avanço técnico dos aditivos impermeabilizantes. “Os fabricantes estão atentos ao uso de materiais para aplicação superficial no concreto com a finalidade de proteger as estruturas e aumentar a sua durabilidade”, argumenta. Nessa área, as universidades também contribuem ao adotar ferramentas sofisticadas como microscópios eletrônicos de varredura para avaliar a viabilidade de uso de novos aditivos. No caso específico da UFPR, as pesquisas não se limitam à função impermeabilizante de aditivos de concreto, cobrindo a área de concretos de alta resistência e autoadensáveis, concretos compactados com rolo, concretos de pós reativos e diversas análises de durabilidade, incluindo as reações álcali-agregado.