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07 de dezembro de 2011
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Entrevista

O rugido do leão

Depois de perder o perfil de concessionária, Dersa volta a ser o braço construtor do estado em grandes projetos rodoviários

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A) tem uma longa folha de serviços prestados para o governo do Estado de São Paulo. Empresa de capital misto, criada em 1969, respondeu pela construção da primeira pista da Rodovia dos Imigrantes e tornou-se a primeira concessionária rodoviária do País. De lá para cá, a empresa assistiu a uma mudança no cenário econômico e político brasileiro, perdendo espaço para as concessionárias privadas na gestão das rodovias do estado.

Mas o know how de planejamento e execução de grandes obras não se perdeu, e agora a empresa alça novos voos, buscando consolidar-se como principal braço executor de grandes obras para o governo do Estado. O destaque é para as obras do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, que junto à ampliação da Rodovia dos Tamoios e a travessia por túnel do trecho   Santos-Guarujá somam um pacote respeitável de R$ 10 bilhões em investimentos, parte deles já em execução. Outra obra de grande porte, sob a responsabilidade da Dersa é a do Complexo Viário de Itaquera.

O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, fala sobre esses desafios da empresa, que pretende consolidar-se no mercado como uma fornecedora de serviços e conhecimento de engenharia para órgãos do governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada.

Grandes Construções - A Dersa está hoje à frente de grandes projetos que serão implementados no Estado de São Paulo. Como o senhor define esse papel da empresa na estrutura do governo do Estado?

Laurence Casagrande Lourenço - Nos últimos anos, nós gerenciamos projetos que chegaram, em 2009 e 2010, a mais de R$ 2 bi, e nos próximos anos vamos administrar algo perto de R$ 6 bilhões. E esse valor ainda vai aumentar bastante, pois o potencial de obras nos próximos anos é muito grande. São quase US$ 6 bilhões, se considerarmos o câmbio de R$ 1,62. A maior parte dos investimentos será feito em três empreendimentos: o Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, a ampliação da Rodovia dos Tamoios e a travessia por túnel do trecho Santos-Guarujá.

GC - O objetivo é retomar a importância que a empresa tinha no passado?

Laurence C. Lourenço - A Dersa se envolve com coisas complexas. A empresa foi fundada em 1969 para ser a primeira concessionária brasileira. Ela nasceu com a missão de construir a Rodovia dos Imigrantes, que foi um salto tecnológico na época, pois com ela veio uma série de inovações de engenharia. Uma delas foi o próprio sistema de concessão, o modelo de pedagiamento que foi instituído naquela época, e a operação rodoviária, como conhecemos atualmente. Hoje é comum ter guincho, um telefone de emergência, um 0800 para pedir socorro na estrada. Pois tudo isso começou com a Dersa, lá no passado.