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07 de dezembro de 2011
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Gestão Pública

Obras da BR-101 Sul em Santa Catarina na reta final

As obras da BR-101 Sul, trecho que corta o estado de Santa Catarina, com 238,5 km de extensão, entraram na reta final. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), todos os contratos da Fase I já foram assinados. O trecho vai de Palhoça a Passo de Torres/Divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, do km 216,5 ao km 465 da rodovia. Do total de R$ 1,9 bilhão previstos para serem investido, R$ 1,6 bilhão já foram aplicados. O valor inclui 22 programas ambientais, com nove lotes de pista e obras de artes especiais, e outros cinco lotes de obras de artes especiais.

O empreendimento entra agora na Fase II, que inclui serviços de engenharia, como a Transposição do Morro dos Cavalos, no trecho que vai do km 232 ao km 235, no município de Palhoça. Inclui ainda a Travessia de Cabeçuda e Canal Laranjeiras, na Lagoas de Imarui e Santo Antonio, no km 308 ao km 315,9 no município de Laguna; e a Transposição do Morro do Formigão, no km 337,7 ao 338,5 km, no município de Tubarão, tendo extensão total 238,5km.

Na Fase I foram executados serviços de escavação de 26,31 milhões m³ de materiais, e concluída a terraplenagem de 218,3 km de nova pista e 169 km de ruas laterais. Está praticamente pronta a pavimentação de 191,8 km de pistas e de 169 km de ruas laterais, que empregaram 2,28 milhões toneladas de Concreto Betuminoso Usinado a Quente. Um conjunto considerável de obras de arte também já foi executada. Fazem parte desse grupo 87 viadutos com oito deles em andamento –, além de 27 pontes no total –  umas ainda em construção. Outras 12 pontes foram reforçadas e a obra de reforço de outra ponte está em andamento. O trecho está recebendo a sinalização definitiva de acordo com o cronograma de execução, bem como estão sendo implantadas passarelas e os dispositivos de proteção e segurança.

As dificuldades do empreendimento foram comuns a vários lotes, explica o Dnit, como alta densidade de tráfego em diversos pontos, que implicava na velocidade das obras, e a necessidade de alargamento da pista para ambos os lados em vários segmentos. Extensões consideráveis de solos de baixa resistência e ocorrência de encostas instáveis foram outros pontos críticos enfrentados. Além disso, as chuvas abundantes e atípicas, verificadas em 2010, comprometeram entre 42% e 46% do tempo hábil para obras.

Houve a necessidade de atualização dos projetos e a licitação gerou grandes descontos pela empresa, que agora têm dificuldade de executar a obra. Isso levou à rescisão de dois contratos no lote 29, e a necessidade de realização de nova licitação. Por sua vez, no lote 25 ocorreu a troca da liderança do consórcio para restabelecer serviços e evitar outra rescisão, atendendo as exigências de órgãos ambientais, demandas dos órgãos fiscalizadores e o ritmo do atendimento efetuado pelas concessionárias de serviços públicos.