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07 de novembro de 2017
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Retrofit

Palácio Tangará, um hotel para “cabeças coroadas”

Retrofit transforma antigo prédio construído na década de 1940 em hotel de alto luxo em meio a área de preservação de Mata Atlântica

O setor hoteleiro mais uma vez confirma sua vocação para identificar belos prédios, com elevado valor arquitetônico, esquecidos no tempo, para recuperá-los, em sofisticados projetos de retrofit, transformando-os em hotéis de alto padrão. Nesses empreendimentos, a elegancia, o glamour, a sofisticação e certo ar nostálgico são características marcantes.

Um dos exemplos recentes deste tipo de empreendimento é o Palácio Tangará. O prédio monumental, em estilo neoclássico, com cinco andares, área total de 27 mil m2 e ares de castelo europeu, está incrustrado em meio aos 138 mil m2 do Parque Burle Marx – área de preservação da Mata Atlântica, situada no elegante bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Construído originalmente, na década de 1940, ele deveria abrigar a sede da chácara do milionário Francisco “Baby” Matarazzo Pignatari, neto do conde Francesco Matarazzo, membros de uma das famílias mais nobres na antologia social brasileira. Mas o casamento do milionário acabou antes que a obra fosse concluída e a estrutura foi abandonada até o começou da década de 1960.

Baby Pignatari resolveu, então dar o imóvel de presente à sua terceira mulher, a princesa alemã Ira von Fürstenberg, que no entanto, se recusou a morar ali. A estrutura ficou abandonada mais uma vez, até 1990, quando passou por obras para ser transformada em um spa de alto luxo. Mais um empreendimento que não deu certo. O spa fechou e o imóvel foi novamente abandonado por 12 anos. Até que o grupo alemão Oetker Collection reconheceu naquele “oásis urbano” o potencial para de tornar em um sofisticado hotel de alto luxo para “cabeças coroadas”, pessoas de bom gosto e muito dinheiro no bolso. As diários no Hotel Palácio Tangará variam entre R$ 1.575,00 e R$ 38.240,00, conforme as características das acomodações e a época do ano.

Projeto milionário

cPara adaptar o prédio às exigências deste novo projeto foram necessários 41 meses de obras, incluindo cuidadoso trabalho de restauração, já que, embora o prédio não fosse tombado, optou-se pela preservação do seu estilo arquitetônico. Os donos do empreendimento não revelam os valores envolvidos no projeto, mas especialistas do setor calculam que nas obras e adaptações não foram gastos menos que R$ 100 milhões.

Para tocar as obras, a GTIS Partners Brasil, dona do empreendimento, contratou a construtora HTB. De acordo com os porta-vozes da construtora, a estrutura original encontrava-se em ótimo estado, porém foram feitas pequenas alterações estruturais devido à mudança de layout principalmente quanto à aberturas na construção, por onde passam tubulações de instalações hidrossanitárias, como água quente, fria, ventilação e esgoto (shafts). Todo o layout e interiores foram alterados para atender ao novo projeto para atender a bandeira hoteleira.