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07 de dezembro de 2011
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Gestão Pública

Trecho Leste do Rodoanel: 1/3 da pista será elevada passando por ponte de 9 km construída com tecnologia portuária

Uma ponte de mais 9 km de extensão que se encontra com um viaduto de quase 3 km, juntos, formarão quase 1/3 do trecho do Rodoanel Leste. Serão cerca de 12 km de vias suspensas, de um total de 43 km de extensão de todo trecho, que passará sobre várzea de rio e áreas urbanas.

“Cerca de 40% de todo o trecho corresponde a obras de arte, incluindo o encontro  leve estruturado de mais 8 km de extensão e diversas pontes e viadutos. Sem dúvida é uma obra diferente dos demais trechos”, destacou José Alberto O. Bethonico, do consórcio SP Mar.

A obra do Rodoanel Leste foi iniciada em agosto deste ano, e os primeiros  segmentos de  obra iniciados foram: a intersecção do trecho Sul com o trecho leste,a execução de um túnel no município de Ribeirão Pires e a fábrica de vigas pré-moldadas do Encontro leve estruturado.

O Rodoanel é uma rodovia classe zero, só acessível nos pontos de intersecção com outras rodovias. O traçado cruza as áreas de Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, Poa, Itaquaquecetuba, Arujá. A licitação dos principais insumos, como cimento e aço, já foram fechados, o que dá ao consórcio segurança quanto ao fornecimento, principalmente, prevendo-se o pool de obras que devem acontecer em São Paulo.

Um programa de qualificação será desenvolvido para empregar mão de obra local, e parcerias com as prefeituras já estão sendo feitas nesse sentido. Estima-se o emprego de 2 a 3 mil pessoas no pico das obras e número de 150 equipamentos e caminhões. A Contern, construtora do grupo Bertin, é a administradora da obra, mas outras prestadoras de serviço deverão também ser contratadas, informa José Alberto Bethonico.

Com duas pistas interna e externa de 43 km de extensão, cerca de 40% da pista será em pavimento de concreto (nas obras de arte) e os outros 60% será feito pavimento asfáltico convencional. A obra está prevista para o prazo de 36 meses, contados a partir da assinatura do contrato com a Artesp, realizada em março de 2011. “É um prazo apertado mas exequível, se nós não tivermos muitas dificuldades com chuvas ou surpresas em relação a desapropriação. Todas as restrições ambientais estão sendo atendidas, e nós estamos conscientes sobre elas e as metodologias estão sendo definidas exatamente com este enfoque”.

Os seis meses iniciais foram destinados ao desenvolvimento dos projetos, programação do cronograma e plano de ataque de obra. Esse plano de ataque de obra serve para cumprir o contrato, que tem 5,4 % de investimento a ser feito no primeiro ano, 40% previsto para o segundo ano, e 55% a ser aplicado no terceiro ano.