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29 de agosto de 2019
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INSTITUCIONAL

Bancos mudam regras para facilitar o crédito imobiliário

Caixa apresenta nesta terça-feira uma nova forma de correção do crédito imobiliário pelo índice oficial de inflação do país, e outros bancos devem seguir o movimento
Fonte: Gazeta Online

Mudanças no crédito imobiliário prometem reduzir os juros cobrados pelos bancos e facilitar o financiamento da casa própria.

Em um movimento que será puxado pela Caixa Econômica Federal, bancos devem passar a corrigir as prestações pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial de inflação do país. Para especialistas, isso pode baixar as prestações e facilitar o crédito.

Com isso, as taxas cobradas nos parcelamentos habitacionais terão uma parcela pré-fixada, que deverá variar de 2% a 5% ao ano, somada ao índice de inflação – o IPCA previsto para este ano é de cerca de 3,8%. Na prática, o consumidor verá a parcela do crédito imobiliário flutuar de acordo com as oscilações inflacionárias.

Hoje, o mercado funciona numa lógica diferente com bancos fixando um juro nominal no cálculo das prestações, que são revisadas apenas pela Taxa Referencial (TR). O novo sistema foi anunciado na semana passada pela Caixa, mas o Bradesco já admite também adotar a regra. Outros bancos, entre eles o Banestes, afirmam que estão avaliando a adoção das alterações.

Vantagens e riscos
Para especialistas, a alteração trará vantagens para o mutuário que vai pagar uma baixa taxa fixa e pegará uma inflação abaixo da meta. Com a reforma da Previdência e o avanço de outras reformas, existe a expectativa de uma maior estabilidade do IPCA.

Mas se por um lado, no cenário econômico atual, com a inflação sob controle, os juros do financiamento podem ficar mais baixos, por outro, há o risco da grande oscilação do índice de inflação em longos períodos de tempo, já que um contrato imobiliário dura décadas.

As linhas de crédito que sofrerão as mudanças são do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar as prestações. Atualmente, nessas linhas, o crédito é corrigido pela TR mais uma taxa de juros que pode ser no máximo 12%.