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24 de janeiro de 2018
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Transporte

Com ágio de 185%, CCR vence concessão de linhas de metrô em SP

Fonte: Folha de São Paulo

Após uma greve para desgastar os planos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e uma disputa judicial que quase suspendeu a realização do leilão das linhas 5-lilás e 17-ouro do Metrô, um grupo liderado pela CCR venceu a licitação com proposta de pagamento que excedeu em 185% a quantia mínima exigido pelo governo paulista.

A empresa já opera a única linha concedida à iniciativa privada no Estado, a 4-amarela, desde 2010. Mas diferentemente da linha 4, quando teve que comprar equipamentos e trens, desta vez ela assumirá as linhas já prontas.

A expectativa do governo é de que a linha 5-lilás esteja nas mãos da concessionária em julho ou agosto, quando mais seis estações do ramal deverão estar prontas.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende se candidatar à Presidência da República, esteve no anúncio do vencedor do leilão e encapou o discurso de que o Estado deve ser apenas fiscalizador e regulador de certos setores públicos. Ele comemorou ainda o cronograma de futuras concessões paulistas.

"Esperamos ganhos de eficiência e qualidade de serviço para a população", disse.

O lance do grupo vencedor foi de R$ 553,88 milhões –ante os R$ 194,3 milhões mínimos exigidos e uma proposta concorrente de R$ 388,5 milhões. Além desse montante, o grupo terá de pagar 1% de sua receita bruta mensal. A concessão será por 20 anos.

Só dois interessados apresentaram propostas –a competitividade era um dos questionamentos de opositores.

"A participação de dois consórcios ficou dentro do esperado. Não foi um sucesso estrondoso, mas um sucesso relativamente interessante", afirma Marcos Ganut, da consultoria Alvarez & Marsal.

O consórcio ganhador é composto pela CCR (com 83% de participação) e pelo Ruas Invest, que já atua no setor de mobilidade com três operações –entre elas, a linha 4-amarela e a linha 6-laranja. A empresa é um braço do Grupo Ruas, líder no setor de ônibus urbanos em São Paulo.

A proposta derrotada foi do consórcio da CS Brasil, do grupo JSL, que se associou à coreana Seul Metrô.

POLÊMICA

O leilão foi confirmado só na noite de quinta (18), quando a Justiça derrubou liminar que suspendia sua realização.

A decisão provisória atendia a um pedido dos vereadores Sâmia Bomfim e Toninho Vespoli, ambos do PSOL. Eles criticavam a obrigação do governo estadual de compensar eventuais perdas de receita caso o número de passageiros não chegue ao planejado.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral