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11 de April de 2018
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Planejamento Urbano #

Desenho urbano reduz os acidentes

Modelo de urbanização pode ajudar a prevenir acidentes
Fonte: O Estado de São Paulo

Todos os anos, 1,2 milhão de pessoas morrem em todo o mundo em acidentes de trânsito, entre atropelamentos e colisões. O número supera o da população de algumas das maiores cidades brasileiras, como Campinas (SP), São Luís (MA) e Maceió (AL). A média brasileira é de 44 mil mortes no trânsito a cada ano - mais do que o total de moradores de Canela (RS).

Para chamar a atenção para o problema e pressionar governos de todo o mundo a tomarem providências, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que esta é a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. Além de medidas de fiscalização e conscientização, a campanha trata o desenho urbano como estratégico para tornar o trânsito menos violento.

Isso significa pensar, por exemplo, a larguras das calçadas, que devem ser amplas para encorajar caminhadas, e sua superfície e revestimento - planas e anti escorregões. O formato e a dimensão das quadras é outro ponto importante: quanto maiores, mais propensas a serem percorridas por motoristas acelerados. Assim, o desenho urbano é uma espécie de caixa de ferramentas para tornar seguros os deslocamentos.

Ruas e avenidas sem travessia para pedestres e semáforos que dão prioridade à passagem dos carros se somam aos problemas. Passarelas elevadas dificultam a travessia, e o posicionamento de faixas de pedestres nas esquinas contribui para os atropelamentos - elas deveriam estar na metade do quarteirão para facilitar a visão do pedestre por quem dirige.

Faixas na mesma altura da calçada evitariam o sobe e desce das guias que é obstáculo para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê - e motivo de tombos.

Saúde pública

“A segurança viária é hoje uma questão de saúde pública”, afirma Pedro Baumgratz, coordenador executivo da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito em São Paulo, projeto liderado pelo ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg com presença em dez cidades, incluindo São Paulo e Fortaleza.

Na capital paulista, foram feitas intervenções temporárias em São Miguel Paulista (zona leste) e em Santana (zona norte), usando tintas, cones, floreiras e cadeiras de praia para chamar a atenção para a importância da convivência segura.

Para Baumgratz, há uma íntima relação entre processos de urbanização e acidentes de trânsito. Quanto mais recente é a transformação de uma região de rural em urbana, mais ocorrências ela registra. Não à toa, cidades na China e na Índia que só nos últimos anos passaram a ter a maioria de sua população urbana lideram em acidentes.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral