FECHAR
20 de setembro de 2018
Voltar

Tecnologia

Empresas da construção civil visitam Vale do Silício

Iniciativa envolveu 13 organizações, entre construtoras, escritórios de arquitetura e engenharia, além de incorporadoras; ação é uma realização do Centro de Tecnologia de Edificações em parceria com a StartSe
Fonte: Assessoria de Imprensa

Com o objetivo de acompanhar e entender o avanço das construtechs, startups que desenvolvem tecnologias para o mercado da construção civil, 13 organizações do setor foram ao principal polo de inovação do mundo, o Vale do Silício, localizado nos Estados Unidos, para estudar como modernizar processos no cenário brasileiro. Participaram da ação as empresas: AutoDoc, BKO Incorporadora, BN Engenharia, CTE, Direcional Engenharia, GAAZ Arquitetura, MRV Engenharia, Rocontec Construções, R. Yazbek Desenvolvimento Imobiliário, Saint-Gobain, Sinco Engenharia, Tarjab Incorporadora e Tegra Incorporadora.

Nesta viagem, os representantes de cada organização puderam conhecer 10 startups no Vale, que integram um mapeamento de 255 empresas voltadas ao setor da construção, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), em parceria com a StartSe.

Com a viagem foi possível identificar três grupos de tecnologias que devem impactar a construção a curto e médio prazo. O primeiro contempla inovações em constante desenvolvimento, como o BIM (Building Information Model), Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), big data, inteligência artificial, drones e realidade virtual e aumentada. Já o segundo grupo está voltado para o avanço de produtos, e envolve casas inteligentes (smart homes), prédios inteligentes (smart buildings), cidades inteligentes (smart cities) e redes elétricas inteligentes (smart grid). E o terceiro, considerado mais disruptivo, engloba o blockchain, a impressão 3D e a robótica.

Para o presidente do CTE, Roberto de Souza, o cenário de inovação e empreendedorismo do Vale do Silício é muito sofisticado e envolve corporações, grandes empresas, empreendedores, startups, investidores e usuários de novas tecnologias. "Esse ecossistema, que inclui universidades como Stanford, Berkeley, e a própria Singularity University, cria um ambiente muito favorável para o desenvolvimento", afirma, complementando: "Todas as startups que visitamos estavam ligadas à captura de dados de qualquer natureza (seja de projetos, de obras, de real state, do cliente, entre outros aspectos), à análise e ao aprendizado a partir dos resultados".

Das lições aprendidas, Souza destaca que a transformação digital está acontecendo em todos os setores e vai impactar a construção civil também, considerada a menos digitalizada no mundo inteiro. "O setor precisa se modernizar a partir de dois focos: primeiro por meio do produto (smart building ou smart cities) e depois por meio de processos, passando por todo o negócio. As empresas precisam identificar o que vem acontecendo no mundo, qual o impacto no Brasil e como se apropriar disso", conclui.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral