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24 de abril de 2019
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ARTIGOS

Geossintéticos são aliados para saneamento

Fonte: Assessoria de Imprensa

Apesar de ser a sétima economia do mundo, o Brasil, no quesito saneamento básico, ainda deixa a desejar.

Segundo estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil  em 2016, apenas 45% do esgoto gerado passa por tratamento, ou seja, 5,2 bilhões de metros cúbicos são despejados diretamente na natureza, por ano.

E mais, após dez anos depois de sancionada a Lei do Saneamento Básico, mais de 4,4 milhões de residências no Brasil ainda não tem coleta.

A falta de saneamento impacta diretamente na saúde e na economia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1 real investido em saneamento básico, 4 reais são economizados em tratamentos de saúde.

No quesito de ganhos econômicos, se todos os brasileiros tivessem rede de água e esgoto, o retorno financeiro não se limitaria à geração de empregos, obras realizadas ou pagamento de impostos. Os benefícios incluem também valorização do imóvel e aumento do turismo na região.

Trata-se de um cenário de desafios, mas também de oportunidades. Em julho de 2017, o então presidente Michel Temer assinou a Medida Provisória (MP) que institui o novo marco legal do saneamento básico.

O texto deu à Agência Nacional de Águas (ANA) a atribuição de regulamentar o setor, que é de atribuição constitucional dos municípios brasileiros. A matéria também estabelece normas para possibilitar investimentos por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

Podemos dizer que embora o atual governo tenha um enorme desafio para colocar o Brasil em uma rota de crescimento econômico, com aumento da segurança e melhora na saúde pública, neste último setor é que o saneamento pode ser seu principal aliado, com melhoria dos índices de desenvolvimento humano (IDH) e, por consequência, redução de proliferação de doenças e outros fatores que afetam a saúde humana, que normalmente tem a falta de saneamento como seu principal vetor de contaminação.

É evidente que o Brasil reúne todas as condições para universalizar o serviço de saneamento em todas as regiões, com eficiência e qualidade.

Temos grandes áreas disponíveis para a construção de estações de tratamento e acondicionamento de resíduos sólidos e esgoto. Isso sem contar o número expressivo de agentes qualificados, aliados à comunidade acadêmica e as tecnologias de ponta presentes no mercado, inclusive, fabricadas no país.