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08 de março de 2018
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Infraestrutura

Goiás Velho: edifício preservado passa a ser a sede da prefeitura Patrimônio

Fonte: Folha de São Paulo

Cinco anos após seu lançamento, no primeiro governo de Dilma Rousseff —com Marta Suplicy à frente da Cultura—, o projeto conhecido como PAC Cidades Históricas alcança  seu primeiro município com todas as obras concluídas.

A cidade de Goiás, antiga capital do estado homônimo, reconhecida como patrimônio mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), inaugurará o casarão que abrigará a sede de sua prefeitura, após reforma de R$ 5,7 milhões.

É a sexta e última obra concluída no município como parte do Cidades Históricas —uma linha específica do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para preservação, que vinha sendo pleiteada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 2009.

O projeto de escopo ambicioso previu investimentos de R$ 1,6 bilhão em 423 obras, espalhadas por 44 cidades em 20 estados. Mas patinou na crise econômica e, até hoje, concluiu só 10% das ações.

Mais de 70% das obras ainda não começaram; 258 delas não têm nem sequer um projeto concluído.

"O ritmo é aquém do esperado, mas é a realidade do país", diz Robson de Almeida, diretor do departamento de projetos especiais do Iphan, que coordenou o PAC Cidades Históricas desde o início.

"Como optamos por fazer uma execução descentralizada, também para criar capacidade nas cidades, o ritmo é mais lento, não temos o controle total da execução. E muitos municípios não colocam o patrimônio como prioridade."

Almeida também atribui a lentidão ao contingenciamento das verbas federais, que teve seu ápice em 2015, e à escassez de mão de obra do Iphan, cuja força de trabalho está reduzida à metade, por falta de novos concursos.

Há obras que se arrastam há anos, como a da Biblioteca Nacional, no Rio, cuja reforma da parte elétrica (R$ 30 milhões) ficou a cargo de uma empresa sem capacidade, que precisou ser substituída.

"O contrato foi rescindido e o projeto está sendo revisto. As obras da fachada estão em execução e terminam antes do meio do ano. Ainda temos a última etapa, que é a interna. Para essa, o projeto ainda não está pronto", diz Almeida.

A mais cara das ações (R$ 60 milhões) está no Rio e inconclusa: a reforma do Palácio Gustavo Capanema, um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna no país.

Os reparos em sua fachada, em um contrato de R$ 26 milhões, devem ser concluídos ainda neste semestre, segundo o Iphan. Já há um projeto para o restauro interno do edifício, mas a licitação para a obra ainda não saiu.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral