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24 de janeiro de 2018
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Mercado

Investimentos em infraestrutura no País ganharão mais fôlego em 2019

Eleições vão postergar a publicação de novos editais dos governos federal e estaduais. Porém, os projetos municipais e o PPI devem avançar neste ano, diante de cenário econômico menos hostil
Fonte: DCI

Os investimentos em infraestrutura no Brasil devem ter um fôlego maior a partir de 2019, após a definição dos novos governadores e do presidente da República. No entanto, especialistas avaliam que o cenário já está menos hostil com relação ao ano passado.

O economista da Pezco Economics, Hélcio Takeda, estima que os aportes na área tenham alcançado 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2017 (R$ 6,5 trilhões), redução de dez pontos percentuais com relação aos recursos investidos em 2016 (1,79%).

Takeda avalia que essa retração está relacionada com o receio dos investidores com relação às denúncias contra o presidente Michel Temer. “O ano de 2017 foi marcado pela incerteza se haveria um segundo impeachment”, diz ele, ressaltando que o cenário para este ano é mais positivo.

Para Takeda, a manutenção da inflação e da taxa básica de juros (Selic) em patamares baixos, além de reduzir o custo do financiamento, devem contribuir para a consolidação da confiança dos empresários na economia. Soma-se a este cenário, a expectativa de que o PIB continue avançando.

As concessões do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), de âmbito federal, realizadas ao longo de 2017, também já começam a ajudar no crescimento dos aportes neste ano, porém Takeda lembra que o efeito dos investimentos será diluído durante os próximos anos.

Longo prazo

O sócio da GO Associados, Fernando Marcato, acrescenta que o mais recente rebaixamento do Brasil pela Standard & Poor’s, no dia 11 de janeiro, não deve prejudicar muito os investimentos em infraestrutura, pois esta já era uma possibilidade precificada. “Além disso, as pessoas que conhecem o setor de infraestrutura sabem que é um segmento de longo prazo”, observa Marcato.

Para ele, as eleições de 2018 devem postergar as publicações de editais de novos projetos de âmbito federal e estaduais para o início de 2019. “A expectativa é que, passada as eleições presidencial e de governadores, os editais sejam divulgados”, afirma Marcato.

“Este é um ano de preparo de projetos, quando nos referimos às esferas federal e estadual. Não significa que há uma paralisação, mas, sim, pessoas, investidores estudando, analisando projetos”, completa.

Marcato ressalta que o governo do estado de São Paulo tem sido um dos entes mais ativos no processo de concessões. Na última sexta-feira, o consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR, arrematou a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô de São Paulo. O consórcio ofereceu R$ 553,880 milhões pela outorga fixa das linhas, um ágio de 185% em relação ao valor mínimo estipulado para a disputa, de R$ 194,343 milhões.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral