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01 de março de 2018
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Mercado

Mercado imobiliário: crescimento pode chegar a até 10%

Em 2017, CBIc calcula um aumento de 9,4% na comercialização e 5,2% nos novos projetos
Fonte: DCI

Com sinais melhores para a economia, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) já espera crescimento médio de 10% no número de lançamentos e entregas no País em 2018. A concretização do cenário, contudo, depende da resolução de questões como a falta de recursos e regulamentação dos distratos.

Depois de encerrar o ano passado com alta de 9,4% nas vendas e 5,2% nos lançamentos, os empresários da construção civil aumentaram as projeções para este ano em função de fatores macroeconômicos, como a projeção de crescimento de 2,89% do PIB, a queda da taxa Selic e a melhora nos resultados do mercado de trabalho. “Já está dado que a economia deste ano será melhor que o ano passado”, diz o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic, Celso Petrucci.

Segundo ele, se a Reforma da Previdência tivesse sido aprovada, o resultado de 2017 e as projeções para este ano seriam muito melhores. Mesmo assim, isso não deve impedir o crescimento projetado. Por outro lado, um fator que ainda preocupa os empresários do setor é a falta de recursos disponíveis para financiamento imobiliário.

“A caderneta [de poupança] ainda não se recuperou o suficiente para atender as necessidades do mercado. Por isso, é necessário que outras formas de entrada de recurso apareçam”, acrescentou o presidente da Cbic, José Carlos Martins.

Ele ainda cita a restrição de capital da Caixa Econômica Federal que não foi 100% resolvido. “Imagina a limitação que isso é para o mercado. O ano passado teria sido muito melhor sem esse tipo de problema”, afirma ao relembrar que a Caixa é a instituição financeira com maior participação no mercado de crédito imobiliário, chegando a cerca de 70% do total.

De acordo com os executivos do Cbic, o setor aguarda de forma ansiosa a regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG) para ajudar a suprir essa necessidade. Mas acrescentam que a eficiência do instrumento depende de um custo baixo – ficando em torno de 9%– e de escala. “Tem que entrar em volume expressivo para criar um mercado paralelo e não acontecer o que já vimos com outros tipos de papéis”, diz Martins. Para ele, a falta de demanda não preocupa, o grande problema é como dar condições para que as pessoas consigam consumir.

Outra questão citada por ele que devem ser discutidas é a regulamentação de distratos que voltou a entrar em pauta do governo neste ano.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral