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08 de março de 2018
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Mercado

Nenhum país ficará livre da sobretaxa do aço, diz Casa Branca

Brasil vê como prejudicial tom bélico da UE e aguarda anúncio formal dos EUA sobre medida
Fonte: Folha de São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com líderes mundiais sobre seu planejado aumento de tarifas sobre o aço e alumínio e não está considerando nenhuma isenção à medida, disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross, neste domingo.

"Eu sei que ele teve conversas com vários líderes mundiais", disse Ross em entrevista ao programa "This Week", da ABC.

"A decisão obviamente é dele, mas dado o momento e até onde eu sei, ele está falando sobre uma medida bastante ampla. Ainda não o ouvi descrever isenções específicas", disse Ross.

No dia 28 de fevereiro, Trump disse que os Estados Unidos aplicariam uma taxa de 25% sobre o aço importado e de 10% sobre o alumínio para proteger os produtores nacionais, provocando uma tempestade de críticas dos parceiros comerciais e impactando os mercados de ações.

Ross minimizou os possíveis efeitos das tarifas propostas sobre a economia dos EUA. Ele disse que a quantidade total de tarifas que o governo dos EUA propõe é de cerca de US$ 9 bilhões por ano, uma fração de 1% da economia.

"Então a noção de que isso destruiria muitos empregos, elevaria os preços, perturbaria as coisas está errada", disse Ross.

O secretário de comércio avaliou as ameaças da União Europeia de implementar tarifas de retaliação sobre produtos americanos emblemáticos, incluindo motos Harley Davidson, bourbon e o jeansLevi's, como triviais e um "erro de arredondamento".

No sábado (3), Trump ameaçou as montadoras europeias com um imposto sobre as importações se a União Europeia optar pela retaliação.

Ross disse que os europeus estavam discutindo uma quantidade bastante trivial de tarifas de retaliação, somando cerca de US$ 3 bilhões em mercadorias.

"Pelo tamanho da nossa economia, isso é uma pequena, pequena fração de 1%", afirmou Ross. "Então embora isso possa afetar um produtor individual por algum tempo, no geral não será muito mais do que um erro de arredondamento".

Em um telefonema ao presidente americano, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse ter profunda preocupação com as tarifas.

Segundo uma porta-voz do gabinete da primeira-ministra, May observou que uma ação multilateral era a única maneira de resolver o excesso de capacidade global.

ALÍVIO

Haverá, contudo, um processo para que empresas obtenham isenções do plano da Casa Branca de impor tarifas sobre o aço e alumínio, disse  Peter Navarro, diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral