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13 de setembro de 2018
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Eventos

Ocupação Paulo Mendes no Itaú Cultural

Mostra traz 11 de seus trabalhos mais radicais e experimentais, que têm, como tema comum, além da água, a natureza, a paisagem e o território extrapolando a escala arquitetônica.
Fonte: Assessoria de Imprensa

Um reservatório elevado construído em Urânia, pequena cidade do interior de São Paulo, retoma a ideia dos chamados castelos d’água. Um grande porto fluvial nas águas do Rio Tietê, entre os municípios paulistas de Lins e Novo Horizonte, interliga as redes rodoviária e ferroviária existentes no curso do rio. O Aquário Municipal de Santos torna-se um pequeno lago urbano permitindo que o ambiente não tenha muro, nem grades. Estes são alguns dos projetos idealizados por Paulo Mendes da Rocha ao longo de sua vida, mas nunca construídos. Eles podem ser vistos de 12 de setembro a 4 de novembro na 41ª exposição da série Ocupação, criada pelo Itaú Cultural para resgatar memórias e registros do acervo de figuras essenciais da arte e da cultura brasileiras.

Com curadoria da equipe Itaú Cultural e Guilherme Wisnik, assistência curatorial de Marina Frúgoli e consultoria de Ana Helena Curti, a Ocupação Paulo Mendes da Rocha se espalha por todo o piso 1 do instituto e comemora os 90 anos de vida do arquiteto e urbanista, a serem completados em 25 de outubro. Em mais de 100 itens, a exposição apresenta referências de sua trajetória, como antigas fotos da família, de projetos e de viagens, desenhos de autorretratos ou arquitetônicos, esboços, maquetes e outros materiais selecionados de seu acervo pessoal.

O foco, no entanto, é a apresentação de informações sobre 11 de seus projetos, grande parte deles não construídos. São prédios, construções e outras propostas de escala urbana, que têm em comum a água, um elemento da natureza que inspira o arquiteto desde pequeno. Embora tenha se radicado na capital paulista ainda na infância, ele nasceu na cidade portuária de Vitória (ES) e cresceu acompanhando os trabalhos do pai, Paulo de Menezes Mendes da Rocha (1887-1967), engenheiro dedicado à área de recursos hídricos e navais.

Já adulto e formado em arquitetura e urbanismo pela FAU Mackenzie, em 1954, ele pertenceu à geração de arquitetos modernistas liderada por João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), a quem o Itaú Cultural também dedicou uma Ocupação, em 2015. Assumindo posição de destaque na arquitetura brasileira contemporânea, Paulo Mendes da Rocha é autor de obras icônicas, como o Museu Brasileiro da Escultura, o pórtico na Praça do Patriarca, a reforma da Pinacoteca de São Paulo e, mais recentemente o Sesc 24 de Maio, no centro da capital paulista.

Produção editorial: Revista Grandes Construções – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral