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24 de janeiro de 2018
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Mercado

Otimismo global cresce e atinge maior nível desde 2012, mostra pesquisa

Fonte: Folha de São Paulo

Os executivos brasileiros estão muito confiantes, entusiasmados até, tanto com as perspectivas de crescimento da economia mundial nos próximos 12 meses, como com as expectativas para o faturamento de suas próprias companhias no mesmo lapso de tempo.

Essa explosão de otimismo aparece com clareza na 21ª pesquisa que a consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers) fez, no último trimestre de 2017, com 1.293 CEOs (executivos-chefes) de 85 países, 46 deles brasileiros, divulgada nesta segunda-feira (22) em Davos, na Suíça.

A pesquisa se transformou em uma tradição por ser lançada, sempre, na véspera dos encontros anuais do Fórum Econômico Mundial, que é o grande convescote da elite empresarial do planeta.

De certa forma, mede o estado de ânimo do empresariado global.

Neste ano, é especialmente otimista: 57% dos consultados dizem que o crescimento da economia global vai melhorar nos próximos 12 meses, número que praticamente duplica a porcentagem de otimistas do ano anterior (29%).

"É o maior crescimento jamais registrado desde que a PwC começou a perguntar sobre o crescimento global em 2012", informa o relatório da empresa.

Nesse capítulo específico, os executivos brasileiros estão sintonizados com seus pares do resto do mundo: a porcentagem de brasileiros que espera maior crescimento global deu um salto de 38 pontos percentuais de 2016 para 2017 e bateu em impressionantes 80% -bem acima, portanto, da média mundial.

Idêntico otimismo aparece quando a pesquisa pergunta sobre a confiança no faturamento da própria empresa para os próximos 12 meses: os brasileiros que respondem "muito confiantes" e "algo confiantes" chegam quase a 100%: 57% se dizem "muito confiantes" e 40% "algo confiantes".

Desapareceu de uma vez, portanto, o pessimismo apurado nos levantamentos da PwC feitos durante a grande crise do período 2014/2016: no trimestre final de 2015, último ano completo de Dilma Rousseff, apenas 29% dos brasileiros consultados se diziam otimistas.

O otimismo explode de vez e chega efetivamente a 100% quando a pergunta se refere às perspectivas para três anos adiante (e não apenas 12 meses). Os "muito confiantes" batem em 79%, e os 21% restantes estão "algo confiantes".

Otimismo dos brasileiros à parte, a crise derrubou a confiança no Brasil como ponto bom para negócios entre os CEOs dos outros países: na pesquisa feita em 2010 e divulgada em 2011 (fim da era Lula, início do período Dilma), o Brasil ficava em terceiro lugar na lista dos países considerados como potenciais fontes de crescimento das empresas.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral