FECHAR
FECHAR
17 de janeiro de 2019
Voltar

Especial Infraestrutura

Poder de superação

Em um cenário em que as oscilações são a única certeza, o engenheiro precisa aprender a conviver com elas, absorvendo novas e mais amplas habilidades profissionais
Fonte:

Em 5 de outubro de 1988, entrou em vigor a nova Constituição Brasileira, a chamada “Constituição Cidadã”, concluindo um longo período de transição política do país. A comemoração de 30 anos dessa data coincide com o ano de fundação da Sobratema, criada quase um mês antes da promulgação da atual Carta Magna nacional.

Voltando no tempo, é possível imaginar a ansiedade e a energia dos pioneiros da Sobratema ao constatarem que – como agora – o país passava por um amplo processo de transformações, abrindo um novo ciclo de modernização que deveria ocorrer em todos os campos, sobretudo nas áreas de Engenharia e Tecnologia, à época entre os setores mais atrasados do país.

Hoje, 30 anos depois, os engenheiros brasileiros novamente se encontram diante de um momento histórico de mudanças. O Brasil enfrenta uma das crises político-econômicas mais graves de sua história, arrastando consigo grande parte do acervo técnico da engenharia nacional. Em tal cenário, é preciso agir para – como nos idos de 1988 – reunir outra vez um setor duramente atingido, ajudando a inserir o Brasil em um novo contexto tecnológico mundial, muito mais competitivo e também implacável com os retardatários. Mas qual é o papel da engenharia e do engenheiro nesse processo?

Eduardo Lafraia: novo perfil requer ampliação do conhecimento

Para responder a esta questão, a Revista M&T ouviu a opinião de acadêmicos e especialistas do mercado, ajudando a traçar uma linha de raciocínio que ajude os profissionais a se orientar nesse momento de singularidade.

De saída, o que se pode constatar é que, apesar da impressão de “terra arrasada”, há um caminho promissor a se percorrer, aberto por profissionais que suaram a camisa para trazer o país até aqui. Mas os desafios são consideráveis. Em termos tecnológicos, a realidade profissional agora converge para a era digital, que modifica todo o modelo de ensino e de produção da área. Com isso, a própria profissão de engenheiro mudou, afetando os modelos tradicionais de empregabilidade e desempenho. Com isso, o mercado passou a exigir profissionais com habilidades mais amplas – incluindo domínio da tecnologia, poliglotismo, versatilidade multitarefas, convívio social e empreendedorismo, dentre outras – para lidar com um mundo em constante e rápido movimento.