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06 de fevereiro de 2020
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TÉCNICAS

Revestimento de aço da ponte Hercílio Luz pode durar até 25 anos

Estudos de corrosão realizados pelo IPT deram suporte à reforma e reinauguração da maior ponte suspensa do Brasil
Fonte: Assessoria de Imprensa

Foi no ano de 1982 que um relatório técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) chegou à Secretaria de Transportes e Obras de Santa Catarina, e deu início ao processo de interdição da Ponte Hercílio Luz, na cidade de Florianópolis (SC) – a segurança estrutural estava comprometida por uma rachadura em um dos olhais da ponte.

Após 28 anos de seu fechamento total, outro relatório técnico do IPT foi entregue – mas dessa vez, o documento ajudou a garantir a reinauguração da ponte e sua durabilidade pelos anos que virão.

A reforma da ponte contou com a aplicação de diversos elementos de aço revestidos por zinco.

Chamada de galvanização, essa cobertura visa a proteção das estruturas de aço contra a corrosão.

A empresa Teixeira Duarte, responsável pelas obras, contratou o IPT para avaliar por quanto tempo a cobertura resistiria à corrosão – a atmosfera marítima é agressiva devido à alta presença de umidade e cloretos.

“A maioria das empresas costuma fazer apenas uma estimativa baseada em literatura da resistência do material à corrosão”, inicia Sidney Pagotto Júnior, pesquisador do Laboratório de Corrosão e Proteção do ...


Foi no ano de 1982 que um relatório técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) chegou à Secretaria de Transportes e Obras de Santa Catarina, e deu início ao processo de interdição da Ponte Hercílio Luz, na cidade de Florianópolis (SC) – a segurança estrutural estava comprometida por uma rachadura em um dos olhais da ponte.

Após 28 anos de seu fechamento total, outro relatório técnico do IPT foi entregue – mas dessa vez, o documento ajudou a garantir a reinauguração da ponte e sua durabilidade pelos anos que virão.

A reforma da ponte contou com a aplicação de diversos elementos de aço revestidos por zinco.

Chamada de galvanização, essa cobertura visa a proteção das estruturas de aço contra a corrosão.

A empresa Teixeira Duarte, responsável pelas obras, contratou o IPT para avaliar por quanto tempo a cobertura resistiria à corrosão – a atmosfera marítima é agressiva devido à alta presença de umidade e cloretos.

“A maioria das empresas costuma fazer apenas uma estimativa baseada em literatura da resistência do material à corrosão”, inicia Sidney Pagotto Júnior, pesquisador do Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT e responsável pelo projeto.

“Fizemos também isso, mas fomos além. Instalamos corpos de prova de aço revestidos com zinco na região em que seriam aplicadas as estruturas, a fim de avaliar a taxa de corrosão do material”.

As amostras ficaram expostas por um ano, até agosto de 2019. Após avaliação em laboratório – que contou com a limpeza dos corpos para retirar produtos de corrosão, pesagem (para comparar a perda de massa) e cálculos para estimar o quanto a perda em massa influenciava em espessura – veio o resultado: o revestimento de zinco das estruturas da ponte, sobretudo o piso, pode proteger o aço da corrosão atmosférica por até 25 anos.

“Para o ambiente em que estão expostas as estruturas, é uma durabilidade alta. O revestimento feito nas placas de metal tem 110 micrômetros de espessura; um bom revestimento conta normalmente com 50 ou 60 micrômetros. Como o ambiente é muito agressivo, houve um investimento da proteção das estruturas, o que ajuda a garantir a segurança dos transeuntes e a durabilidade da ponte”, explica Pagotto Júnior.