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13 de fevereiro de 2020
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Startup americana usa Inteligência Artificial para melhorar infraestrutura no Brasil

Com base em dados, a plataforma da Zinier, ajuda, por exemplo, uma empresa a colocar o engenheiro mais qualificado para comandar um determinado projeto, aumentando as chances de que o trabalho seja concluído com êxito da primeira vez
Fonte: Exame

Garantir que água, eletricidade, internet cheguem à casa das pessoas (e depois manter esses serviços funcionando) requer uma grande infraestrutura empresarial de instalação em campo.

Tentando ajudar as empresas a automatizar esses processos, Andrew Wolf e Arka Dhar fundaram em 2015 a startup de inteligência artificial norte-americana Zinier.

Recentemente a empresa anunciou ter recebido um investimento de 90 milhões de dólares em uma rodada de investimento série C liderada pelo fundo Iconiq Capital (Uber, Netshoes).

Segundo Alejandro Padilla, diretor da divisão latino-americana da startup, a companhia planeja usar parte do montante levantado para expandir sua operação na América Latina e entrar com força total no mercado brasileiro.

Novo escritório no Brasil
Depois do México, o Brasil é o segundo mercado da região em que a empresa atua. Carlos Nicolini, consultor com experiência em telecomunicações, foi contratado para gerir a operação brasileira e mostrar para as empresas daqui o possível impacto que o serviço da startup teria na redução de custos e ineficiências.

Os primeiros clientes da companhia no país são da indústria de telecomunicações, mas, com a nova injeç&atil...


Garantir que água, eletricidade, internet cheguem à casa das pessoas (e depois manter esses serviços funcionando) requer uma grande infraestrutura empresarial de instalação em campo.

Tentando ajudar as empresas a automatizar esses processos, Andrew Wolf e Arka Dhar fundaram em 2015 a startup de inteligência artificial norte-americana Zinier.

Recentemente a empresa anunciou ter recebido um investimento de 90 milhões de dólares em uma rodada de investimento série C liderada pelo fundo Iconiq Capital (Uber, Netshoes).

Segundo Alejandro Padilla, diretor da divisão latino-americana da startup, a companhia planeja usar parte do montante levantado para expandir sua operação na América Latina e entrar com força total no mercado brasileiro.

Novo escritório no Brasil
Depois do México, o Brasil é o segundo mercado da região em que a empresa atua. Carlos Nicolini, consultor com experiência em telecomunicações, foi contratado para gerir a operação brasileira e mostrar para as empresas daqui o possível impacto que o serviço da startup teria na redução de custos e ineficiências.

Os primeiros clientes da companhia no país são da indústria de telecomunicações, mas, com a nova injeção de capital, a expectativa é conquistar mais clientes ao longo do primeiro trimestre nas áreas de energia, petróleo e gás.

Padilla diz que o mercado brasileiro é uma grande oportunidade para a startup, já que as empresas daqui precisam gastar muito dinheiro com a manutenção das infraestruturas antigas e com as atualizações necessárias para uso de novas tecnologias, como o 5G.

Além disso, o diretor ressalta que o fato de o “Brasil ser um país focado em inovação tecnológica”, com várias empresas pioneiras, é animador para a startup.

Para ele, a plataforma de inteligência artificial e automação da Zinier é muito compatível com as necessidades das empresas latino-americanas.

Segundo o diretor, as terceirizações de instalação de serviços na região são comuns, e difíceis de serem geridas. Com o sistema integrado da startup, a empresa conseguiria saber em tempo real o que está acontecendo em campo com os terceirizados.

Com base em dados, a plataforma da Zinier, ajuda, por exemplo, uma empresa a colocar o engenheiro mais qualificado para comandar um determinado projeto, aumentando as chances de que o trabalho seja concluído com êxito da primeira vez, economizando tempo e dinheiro.

Fora o investimento na América Latina, a Zinier usará os 90 milhões de dólares para apoiar a captação global de clientes e expandir as funcionalidades de sua plataforma de automação de serviços.

Além de ter escritórios no Vale do Silício e México, a empresa também está em Singapura e Portugal. Segundo o site norte-americano Techcrunch, hoje 40% dos clientes da startup estão na América do Norte, 40% na América Latina e 20% no sul da Ásia.