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13 de agosto de 2020
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Venda de cimento no Brasil sobe em julho

As vendas de cimento, no país, foram impulsionadas por pequenas reformas e pelo setor imobiliário residencial, que segue mostrando avanços diante da queda de juros no país
Fonte: Notícias Agrícolas

As vendas de cimento no Brasil subiram 18,9% em julho ante mesmo mês de 2019, para 5,9 milhões de toneladas, impulsionada por pequenas reformas e pelo setor imobiliário residencial, que segue mostrando avanços diante da queda de juros no país.

Segundo dados do sindicato que representa produtores de cimento no país, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), no acumulado do ano até julho, as vendas do insumo mostram evolução de 6,5% sobre o mesmo período de 2019, para 32,96 milhões de toneladas.

Em julho, todas as regiões do país mostraram crescimento no comparativo anual, com destaque para alta de quase 32% no Nordeste e expansão de 24,6% no Centro-Oeste. No Sudeste, as vendas subiram 14%, no Sul 12,6% e no Norte 21,7%.

O Snic afirmou que a autoconstrução (reformas) e obras do setor imobiliário residencial respondem por aproximadamente 80% da demanda por cimento no país.

“No caso da autoconstrução, o fato dos lares se transformarem ao mesmo tempo em local de trabalho e de lazer somado ao aumento da permanência das pessoas nesses espaços despertou a vontade em promoverem pequenas melhorias em suas casas”.

Últimos meses
O Snic citou ainda que micro e pequenas empresas também executaram reformas em seus est...


As vendas de cimento no Brasil subiram 18,9% em julho ante mesmo mês de 2019, para 5,9 milhões de toneladas, impulsionada por pequenas reformas e pelo setor imobiliário residencial, que segue mostrando avanços diante da queda de juros no país.

Segundo dados do sindicato que representa produtores de cimento no país, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), no acumulado do ano até julho, as vendas do insumo mostram evolução de 6,5% sobre o mesmo período de 2019, para 32,96 milhões de toneladas.

Em julho, todas as regiões do país mostraram crescimento no comparativo anual, com destaque para alta de quase 32% no Nordeste e expansão de 24,6% no Centro-Oeste. No Sudeste, as vendas subiram 14%, no Sul 12,6% e no Norte 21,7%.

O Snic afirmou que a autoconstrução (reformas) e obras do setor imobiliário residencial respondem por aproximadamente 80% da demanda por cimento no país.

“No caso da autoconstrução, o fato dos lares se transformarem ao mesmo tempo em local de trabalho e de lazer somado ao aumento da permanência das pessoas nesses espaços despertou a vontade em promoverem pequenas melhorias em suas casas”.

Últimos meses
O Snic citou ainda que micro e pequenas empresas também executaram reformas em seus estabelecimentos para se prepararem para a retomada das atividades.

A entidade citou que as vendas de lojas de materiais de construção seguem em alta de dois dígitos há mais de três meses.

“De acordo com pesquisas do setor, apenas 2,9% das obras (no imobiliário residencial) permanecem paralisadas e cerca de 63 mil trabalhadores estão ativos nos canteiros de obras de todo país”.

O setor de construção civil é o que mais tem movimentado o mercado de capitais no país, com 13 de 24 empresas à espera de autorização para listagem de ações na bolsa de São Paulo, mesmo diante da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

Novo corte da Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) definiu um novo corte na Selic, de 2,25% para 2%, pela nona vez seguida. O corte renovou o menor patamar histórico para a taxa desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. Com a redução dos juros, o crédito mais fácil pode impactar positivamente a construção civil.

Com esse novo corte na taxa Selic, gera-se um estímulo na economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Além de tornar o crédito mais acessível, a taxa Selic em queda ainda faz com que os diversos segmentos de mercado da construção civil fiquem mais atrativo do que as aplicações de renda fixa.