FECHAR
FECHAR
27 de setembro de 2019
Voltar

Pavimentação: Cortes na Superfície

Com diferenças de aplicação e equipamentos, as técnicas de fresagem e grinding se sobressaem na remoção do pavimento e melhoria da aderência em pistas de rodagem
Fonte: Assessoria de Imprensa

Quando o assunto é pavimentação, a fresagem e o grinding constituem técnicas que estão entre as mais utilizadas no mundo todo, mas que se diferenciam em aplicação e finalidade, embora muitas vezes sejam erroneamente consideradas idênticas, até por apresentarem similaridades. Enquanto a fresagem tem como conceito básico a remoção de material do pavimento, seja de asfalto ou concreto, o grinding é um tratamento superficial normalmente aplicado a pavimentos de concreto para melhorar a superfície, reduzindo ruídos e aumentando sua resistência à derrapagem.

Conceitualmente, práticas de fresagem e grinding têm origem na usinagem mecânica

Conceitualmente, as duas práticas possuem origem na técnica de usinagem mecânica, utilizada para desgaste ou corte de metais e outras peças. Por meio de várias arestas cortantes, que giram em movimento uniforme rotacional, as partículas de material são gradativamente removidas à medida que as ferramentas avançam pelo material.

No entanto, há diferenças importantes de tecnologia. Segundo Arthur Soldera, técnico de equipamentos da Bomag Marini, a fresagem é realizada por meio de um tambor com ferramentas de corte salientes em sua superfície, enquanto o grinding consiste em vários discos de corte posicionados lado-a-lado, obtendo o formato de um cilindro. “A técnica de fresagem pode ser utilizada para cortes profundos, em torno de 30 cm, quando é necessária uma manutenção mais intensa do cimento asfáltico”, explica o especialista. “Todavia, também pode ser aplicada em cortes mais superficiais, como 1 cm ou até menos, mas para que isso ocorra é necessário montar um tambor específico na fresadora, com uma quantidade maior de ferramentas de corte.”

Já o grinding, continua Soldera, é mais utilizado para trabalhos superficiais, que exigem qualidade já no acabamento do corte, uma vez que a superfície não receberá tratamentos posteriores. “Portanto, é diferente da fresagem, que mesmo em profundidades mais baixas necessita de recobrimento de uma nova camada de asfalto”, ele acresce.