FECHAR
FECHAR
17 de outubro de 2019
Voltar

ARTIGO

A participação da fonte solar fotovoltaica na matriz energética

Dirigentes da ABSOLAR analisam o protagonismo dos projetos solares fotovoltaicos do mercado livre de energia nos próximos anos
Fonte: Assessoria de Imprensa

Durante anos, a expansão da geração na matriz elétrica brasileira se deu, de forma exitosa, por meio de leilões regulados de energia, voltados ao atendimento do mercado cativo (ambiente de contratação regulada – ACR) do Brasil.

Tal êxito na expansão se deve, em grande medida, às regras claras dos leilões e à garantia de menor preço ao consumidor, impulsionadas pela alta competitividade destes certames. Surpreendentemente, o atendimento da demanda da matriz manteve-se equilibrado, também, devido à retração econômica do Brasil.

Mesmo com uma expansão baseada em apenas 70% da demanda nacional via ACR e com cerca de 30% do mercado comercializando suas demandas elétricas diretamente no ambiente de contratação livre (ACL) e não participando dos leiloes, o setor foi capaz de manter a matriz elétrica nacional em níveis adequados de suprimento elétrico.

No entanto, o atual cenário enseja uma revisão profunda deste modelo. A expansão do parque gerador brasileiro, baseada única e exclusivamente em leilões regulados, não seria adequada a um ambiente de crescimento econômico mais pujante, dinâmico e liberalizado como o que já começamos a experimentar.

Neste novo ambiente, veremos cada vez mais os grandes clientes do mercado livre, industriais e comerciais, reduzindo sua capacidade ociosa de produção e partindo para uma contratação de energia elétrica que garanta a seus negócios maior competitividade e sustentabilidade no médio e longo prazos.

Isso acarretará uma maior procura por energia elétrica em condições altamente competitivas. A liberalização gradual do mercado, prevista na reforma setorial ora em discussão e na economia brasileira em geral pela ótica do novo Governo Federal, permitirá que mais clientes acessem livremente seus supridores de energia elétrica, libertando-os do monopólio natural das distribuidoras. Este movimento contribuirá para a reavaliação de todo o arcabouço da expansão elétrica nacional.

No quesito “competitividade”, a fonte solar fotovoltaica se destaca por, dentre outros fatores, possuir preços bastante atraentes quando comparados a outras fontes. De fato, a fonte solar fotovoltaica já pode ser considerada a segunda mais atrativa em termos de preços no país.