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quarta-feira - 08 de setembro de 2010
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| Especial Arquitetura |
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Tempo já corre contra construção do novo estádio |
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Arquitetos acham difícil Prefeitura antecipar complexo de Pirituba para 2014. Fazer só a arena é complicado Por: Giuliander Carpes Fonte: O Estado de S.Paulo Arquitetos experientes alertam: o tempo começa a correr contra a construção de um novo - e grande - estádio em São Paulo para substituir o Morumbi como alternativa para a abertura da Copa do Mundo de 2014. O problema não seria apenas erguer uma arena, mas sim garantir condições de infraestrutura e investidores decididos a arriscar em um projeto de última hora. "Acho virtualmente impossível", diz José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia, entidade que desde o ano passado realiza rodas de discussão sobre os projetos das 12 sedes brasileiras do Mundial com os responsáveis por seus projetos. "Não dá para fazer todo o complexo de Pirituba em tão pouco tempo. E ainda acho complicado pinçar um só item (o estádio) e encontrar um investidor disposto a arcar com R$ 700, R$ 800 milhões, que é, por baixo, o quanto custaria uma arena. Quem vai pôr este dinheiro todo?? Para ter retorno disso há um risco enorme." Um estádio até não demora tanto para ficar pronto. O arquiteto Eduardo de Castro Mello, responsável pela construção do Estádio Nacional de Brasília, que também pleiteia o jogo inaugural do Mundial do Brasil, imagina que sejam três anos - dois anos e meio para a execução e seis meses para o projeto. Só que São Paulo já perdeu tempo planejando melhorias de transporte e infraestrutura para jogos no Morumbi. Teria de fazer um novo plano para Pirituba. E correria risco de não ter tempo para implementá-lo com sucesso. "Londres (sede dos Jogos Olímpicos de 2012) começou a fazer estudos em 2002. Já estão na 20.ª revisão, foram aprimorando", explica. "Este é um projeto que demora. É possível fazer em Pirituba, mas não é só arena, precisa se pensar em rede de esgotos, infraestrutura." Sustentabilidade.Castro Mello atenta para a questão da sustentabilidade. "Entendo que São Paulo deveria se preocupar em ter estádios menores, para até 45 mil pessoas. Fazer uma grande arena dessas acabaria criando problemas, precisaria se pensar mais", opina. Bernasconi acha que há espaço para um novo estádio na cidade, contanto que implique em uma arena multiuso dentro de um grande complexo. O problema é mesmo o tempo. Atrasos à vista 3 anos é o tempo mínimo para a construção de um novo estádio 65 mil é a capacidade mínima de um estádio para a abertura 2002 foi o ano em que Londres iniciou levantamento da área do Parque Olímpico de 201 |
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