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03 de agosto de 2012 - 15h24

Setor naval ganha rodada de negócios em Rio Grande

Se forem somados todos os contratos firmados pelos estaleiros de Rio Grande, há um montante de aproximadamente R$ 6,5 bilhões

Fonte: Jornal do Commercio (RS)

Se forem somados todos os contratos firmados pelos estaleiros de Rio Grande, há um montante de aproximadamente R$ 6,5 bilhões, conforme estima o vice-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Aloísio Félix da Nóbrega.

E o Rio Grande do Sul quer abocanhar uma fatia desses negócios com a participação de empresas do Estado como fornecedoras do setor naval e oceânico, elencado como um dos principais focos da política industrial na região. Para consolidar o movimento, a agência de fomento promoveu durante a quinta-feira o chamado Supply Day da Indústria Naval Oceânica, rodada de negócios que reuniu compradores e fornecedores dos segmentos metalmecânico e eletroeletrônico em Rio Grande.

A proposta principal do evento era aproximar as duas pontas da cadeia, possibilitando que negócios futuros emerjam desse primeiro contato entre as companhias.

Nóbrega relata que mesmo não sendo a principal meta da AGDI, o Supply Day rendeu o fechamento de alguns negócios, sem detalhar as empresas envolvidas. De acordo com ele, 81 empresas foram até as dependências do Centro Integrado de Desenvolvimento do Ecossistema Costeiro e Oceânico (Cidec-Sul) para apresentar seus serviços e produtos aos compradores inscritos. “Temos esse contingente que desceu a Rio Grande e, com uma média de três reuniões por empresa, cerca de 400 agendas foram executadas para o início de negociações.”

Antes do encontro, as companhias inscritas como fornecedoras puderam acessar no site do Sebrae-RS as principais demandas dos estaleiros e das seis empresas compradoras (EBR, Engevix, Iesa, Quip, Wilson Sons e UTC). Entre as empresas que participaram da rodada de negócios está a EBR. Há cerca de duas semanas a companhia recebeu licença de instalação do estaleiro que será construído em São José do Norte.

O coordenador de suprimentos da EBR, Camilo Prieto, adiantou que há grande probabilidade de a companhia buscar serviços e matéria-prima entre os fornecedores presentes.

 

 

 

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