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03 de agosto de 2012 - 12h19

Falta mão de obra para a indústria naval

Setor vem sofrendo com escassez de soldadores e oficiais de Marinha Mercante

Fonte: webtranspo

O Brasil vive um momento de recuperação de sua indústria naval, no entanto, para consolidar esta retomada, o setor vem sofrendo com a falta de mão-de-obra especializada. Durante a abertura da Navalshore 2012, feira que acontece na cidade do Rio de Janeiro, foi discutida a escassez de profissionais para estaleiros, especialmente de soldadores, e também a baixa oferta de oficiais de Marinha Mercante.

De acordo com o Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore), a produção naval está realmente em expansão, uma prova disso é que o setor movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano e emprega pelo menos 62 mil pessoas. Um dos motivos deste bom momento é a exploração de petróleo e de gás em alto-mar, que exigem cada vez mais navios, plataformas e equipamentos.

A ABS (Associação Brasileira de Soldagem) ressaltou que, no mercado, não há somente falta de profissionais do tipo, mas também falta mão-de-obra qualificada para exercer a profissão. Segundo Daniel Almeida, diretor executivo, atualmente, os jovens não se sentem atraídos pela profissão, cujo salário está em torno de R$ 3,5 mil e a capacitação pode chegar a um ano de treinamento.

"A soldagem mostra um ambiente agressivo, mas sabemos que o jovem quer trabalhar em uma sala com televisão e ar condicionado", afirma Almeida. Para reverter o problema que não é exclusivo do Brasil, o setor faz campanhas para atrair jovens nos Estados Unidos e na Europa – a ABS ampliará de seis para dez os centros de formação até o fim do ano.

Além da falta de profissionais para a solda, o setor tem outro problema: o déficit de mil oficiais de Marinha Mercante, segundo levantamento da Abeam (Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo). Eles são responsáveis por conduzir navios brasileiros e estrangeiros no país. A entidade estima que o número de profissionais aumentará 92% entre 2010 e 2020, mas avalia que com o crescimento do setor, o número é insuficiente.

"Esse déficit nos obriga a fazer ginástica para operar embarcações", disse Ronaldo Lima, presidente da entidade. A Associação pede, para minimizar o problema, a suspensão temporária da regra do Ministério do Trabalho que obriga a contratação de tripulantes brasileiros no setor marítimo.

 

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Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral - Apoio editorial: Revista Grandes Construções. Reprodução apenas com permissão dos editores e com o devido crédito.