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quarta-feira - 19 de junho de 2013
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O diretor de gestão de energia da Guardian Industries, multinacional do setor de vidro, Ray Siada, afirmou hoje que os preços elevados do gás natural no Brasil estão reduzindo a competitividade da indústria no país, em relação a outros concorrentes internacionais.
“Se eu tivesse que fazer uma nova planta eu não viria para cá [Brasil]. Talvez iria para o Peru ou os Estados Unidos”, disse o executivo, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, em São Paulo. “Alguma coisa tem que acontecer no Brasil, porque se não atrair mais negócios e indústrias vai ficar muito difícil”, completou.
Com atuação em 25 países, em cinco continentes, a Guardian Industries possui 65 unidades de produção. No Brasil, a empresa possui duas plantas, sendo uma em Porto Real (RJ) e outra em Tatuí (SP).
De acordo com Siada, a companhia paga no Brasil cerca de US$ 10 por milhão de BTU de gás natural. Nos Estados Unidos e na Rússia, esse custo é de apenas US$ 3. Ele alertou também que no Brasil o custo do gás natural para a empresa está 12% superior à média no Brasil. Já nos Estados Unidos e na Rússia, a companhia consegue comprar o energético por preços inferiores em 33% e 11%, respectivamente, à média praticada nesses mercados.
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Siada também destacou o custo elevado do transporte e distribuição do gás natural no Brasil. Enquanto no Brasil, a companhia paga US$ 3,50 por milhão de BTU, nos Estados Unidos esse custo é de apenas US$ 1. Na Europa e na Ásia, esses custos também são menores, de US$ 1,5 e US$ 2, respectivamente.
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