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30 de novembro de 2012 - 23h19

Para Abimaq, 2013 vai ser o "ano da virada" para o setor

O próximo ano deve ser "ano da virada"para a indústria de máquinas e equipamentos, que apresentou resultados ruins e demissões ao longo de 2012.

Fonte: Agencia Estado

O presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, disse na quarta-feira, que 2013 deve ser positivo para o setor, a partir de estímulos do governo federal. "O ano de 2012 será um ano para esquecer. Acho muito difícil repetir isso em 2013", afirmou ele, durante entrevista à imprensa, durante divulgação dos dados do setor.

"A partir de 2013, se não vier nada muito ruim da Europa, começa a ser o ano da virada", disse Aubert, ao comentar que o governo federal está atento para reverter o quadro da indústria de transformação brasileira. O presidente da Abimaq citou, como fatores responsáveis pelo otimismo do setor, a linha de financiamento PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a luta do governo Dilma Rousseff para reduzir os juros e a melhora no nível da taxa de câmbio.

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O setor de máquinas e equipamentos já demitiu 9.082 empregados de outubro de 2011 até outubro deste ano. A expectativa é de que ocorram mais demissões em dezembro e janeiro de 2013. "A data base do setor é em novembro. Então, nessa época não há demissões por conta de custos relativos a multas. Mas, em dezembro e janeiro, é possível que os números estejam um pouco piores", explicou Aubert. Em outubro deste ano, o setor tinha 254.506 pessoas empregadas, queda de 0,7% ante setembro.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), de acordo com Aubert, será o menor dos últimos 40 anos. A média anual do Nuci está em 75% neste ano, ante 81,4% em 2011. "Nossas máquinas estão paradas. Paramos de fabricar e não estamos importando", comentou.

Apesar disso, este ano, pela primeira vez desde 2005, o setor deve registrar queda no déficit comercial, na comparação com o ano anterior. Até outubro, o déficit acumulado era de US$ 14,4 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit chegava a US$ 14,7 bilhões. "Essa vai ser a primeira vez desde 2005 que talvez o déficit da nossa balança caia, porém ainda é um número muito alto", disse Aubert.

O presidente da Abimaq mencionou que o câmbio a R$ 2,00 já provocou impacto positivo para o setor com relação às exportações. No acumulado do ano, as exportações já subiram 29%, com destaque para a expansão a partir de julho. Até outubro, as exportações somaram US$ 10,8 bilhões, avanço de 11,2% sobre o mesmo período de 2011. "Em reais, nossas exportações subiram 29%, só em função do câmbio, que tem efeito direto no setor."

Para o próximo ano, além de insistir no controle do câmbio, que deveria ficar no nível atual ou superior, a Abimaq pedirá ao governo a prorrogação da linha PSI-Finame. "Estamos pedindo para o governo que seja estendido de forma perene. Eu acredito que vamos conseguir", disse Aubert, sobre a prorrogação das atuais condições de financiamento da linha PSI-Finame, que terá suas taxas reajustadas a partir de 31 de dezembro.

"Além disso, acreditamos que chegou no limite os benefícios de redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e linha branca. Por que agora não se isenta de imposto de renda, por exemplo, quem ganha até R$ 3.500? Esse dinheiro iria para a economia toda, e não só para um setor específico", propôs Aubert.

 

 

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