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17 de setembro de 2013 - 18h33

Inovação na construção japonesa é exemplo para o Brasil

Segundo o diretor de projetos da incorporadora, Masayochi Yuge, serão investidos US$ 850 milhões em recursos próprios na obra que emprega cerca de 2 mil trabalhadores.

Fonte: Sinduscon-SP

A pesquisa e o desenvolvimento de inovações na construção civil, feitos por institutos ligados a construtoras do Japão em parceria com o governo e as universidades daquele país, “são um exemplo para a construção brasileira”. A afirmação foi feita pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em 13 de setembro, no encerramento dos trabalhos da Missão Técnica do sindicato ao Japão.

As palavras foram dirigidas a Hajime Taniguchi, gerente geral do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento da construtora Takenaka Komuten, ao término da visita do grupo. Considerado o maior centro de pesquisas em estado da arte da construção civil do mundo, a instituição com 150 pesquisadores foi fundada em 1953 e tem laboratórios voltados à pesquisa e desenvolvimento em som e acústica, materiais e instalações prediais, sistemas de paredes “verdes”, estruturas e resistência ao fogo, resistência ao vento, fundações e tecnologias de ponta.

A Missão Técnica teve a oportunidade de conhecer os trabalhos do laboratório que desenvolveu o sistema acústico de reprodução de sons de instrumentos e vozes humanas do Teatro Nacional do Japão. Também viu amostras de concreto que passaram por ensaios para evitar rachaduras, bem como sistemas de paredes “verdes” plantadas sobre estruturas de metal e de concreto com fibra de vidro. Ouviu uma explicação sobre o desenvolvimento de estruturas de madeira que recebem placas de concreto em seu interior, para que estas resistam a incêndios por uma hora. E assistiu a uma apresentação sobre os estudos desenvolvidos para otimizar a iluminação natural de acordo com as estações do ano, para um prédio de escritórios de Osaka.

O instituto recebe anualmente cerca de US$ 60 milhões de sua principal mantenedora, a construtora Takenaka Komuten, além de subsídios do governo e de outras instituições. Muitas de suas pesquisas são feitas em conjunto com fabricantes de materiais de construção.

Operação urbana

No mesmo dia, a Missão Técnica assistiu a uma apresentação da construtora Mori sobre a edificação do complexo Toranomon Hills, dentro de uma operação urbana destinada a revitalizar e modernizar o local e seu sistema viário. Trata-se da construção de um impressionante edifício que está praticamente concluído, com 217m de altura, 17 mil m² de construção e 6 m² de área verde. Seus 52 andares serão distribuídos para uso hoteleiro (6 andares, para 164 apartamentos), residencial (16, para 172 apartamentos) e comercial (30 andares para aluguel de escritórios), além de pavimentos subterrâneos para 544 vagas.

Como sob parte do prédio a prefeitura local planejava construir uma via expressa subterrânea, ela permutou o direito de passagem sob o edifício pelo direito de o proprietário construir com coeficiente de 11,5 a metragem do terreno. A proposta de edificação do complexo foi apresentada pela Mori à prefeitura, que a aceitou e abriu a licitação ganha pela incorporadora. As antigas residências foram demolidas, incluindo dois edifícios da própria Mori, que ainda colocará abaixo mais quatro de sua propriedade.

Segundo o diretor de projetos da incorporadora, Masayochi Yuge, serão investidos US$ 850 milhões em recursos próprios na obra que emprega cerca de 2 mil trabalhadores. Haverá geração própria de eletricidade a partir de painéis solares, com possibilidade de venda do excedente para a rede pública. Coleta e reutilização de água de chuva também foram providenciados. Em caso de terremotos, haverá um estoque de mantimentos, água de um poço artesiano e eletricidade gerada por um equipamento a gás.

Despertou interesse da Missão Técnica a edificação das fundações pela técnica da escavação invertida, possibilitando a construção dos pavimentos subterrâneos ao mesmo tempo em que o edifício vai sendo erguido. Uma curiosidade: entre os materiais de acabamento será utilizado basalto adquirido em Porto Alegre.

 

 

 

 

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