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26 de outubro de 2017 - 01h01

Atlas da Acidentalidade no Transporte mostra números muito altos no Brasil

Fonte: Assessoria de Imprensa

A terceira edição do Atlas da Acidentalidade no Transporte organizado pelo PVST (Programa Volvo de Segurança no Trânsito) e divulgado em meados de outubro, revela números ainda muito altos e mostra que ainda há muito o que se fazer para diminuir os acidentes e as mortes nas estradas federais brasileiras. O documento, feito a partir de números do banco de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), traz o mais completo diagnóstico dos acidentes de trânsito nas 165 rodovias federais do Brasil, apontando quais os piores trechos, as principais causas de acidentalidade, os dias da semana e os horários em que mais acontecem os acidentes por tipo de veículo, além de uma série de outras informações.

Disponíveis no Portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br, os resultados mostram um ligeiro declínio na letalidade, que caiu de 18,8 mortes por dia em 2015 para 17,5 mortes/dia em 2016. “É uma redução ainda muito pequena, considerando os altos números e a gravidade dos acidentes. Ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar um trânsito mais seguro. As informações do Atlas podem nos ajudar a entender melhor o que é preciso fazer”, declara Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina.

Em 2016 as estradas federais registraram 6.398 mortes e 21.420 feridos graves em 96.358 acidentes, que envolveram 216.249 pessoas.  A falta de atenção provocou o maior número de mortes (1215), seguida por dirigir em velocidade incompatível com a via (914), ultrapassagens indevidas (510) e ingestão de álcool (439).

Ultrapassagem indevida

Mas quando avaliado o chamado Índice Médio de Gravidade, a causa mais letal foi a ultrapassagem indevida (6,9), seguida pela desobediência à sinalização (5,0). “Isso evidencia a imprudência ao volante. É uma informação que, infelizmente, revela que  comportamentos inadequados ainda são principais causas dos acidentes”, diz Anaelse Oliveira, responsável pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito e coordenadora do Atlas.

A maior parte dos acidentes ocorre em dois picos ao longo do dia, em picos às 7 da manhã e no final da tarde, às 18 horas. Mas o maior número de mortes ocorre no horário noturno, entre as 3 e 4 horas da manhã. Segunda-feira é o dia com maior número de acidentes (17%), seguido de domingo e terça-feira, com 16%. A maioria das mortes ocorre na terça-feira.

O maior número de mortes foi registrado nos Estados de Minas Gerais, com 830 letalidades em 14.371 acidentes; Paraná com 652 mortes e 11.032 acidentes; Bahia, com 610 mortes e 5.496 acidentes; e Santa Catarina, com 450 mortes e 10.604 acidentes.

O trecho com maior número de mortos em 2016 está entre os quilômetros 216 e 225 da BR 116, na saída de São Paulo, com 18 mortes. Logo na sequência ficou o trecho entre os kms 337 e 346 da BR 381, no interior de Minas Gerais, com 15 mortes. O maior número de acidentes (745) ocorreu entre os kms 202 e 211 da BR 101, na região metropolitana de Florianópolis (SC), seguido pelo trecho entre os kms 219 e 228 da BR 116, em São Paulo, com 583 acidentes.

A enorme massa de dados contida no Atlas revela números preocupantes: de 2007 a 2016, as estradas federais brasileiras acumularam 1,56 milhão de acidentes, que resultaram na morte de 77.227 pessoas. Cerca de um terço do número total de acidentes (525.660) foi com caminhões e mais de 90 mil envolveram ônibus.

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