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30 de novembro de 2017 - 15h20

População dos shoppings quase dobra no Natal.

Como evitar a falta e o desperdício de água?

Fonte: Assessoria de Imprensa

Até o Natal, os shoppings devem receber pelo menos 50% a mais de visitantes. E, com isso, a quantidade de água consumida aumenta proporcionalmente. Estabelecimentos que investem em métodos alternativos, como reúso, não correm risco de desabastecimento e ainda contribuem com o meio ambiente.

A empresa General Water, concessionária particular de água e esgoto que implanta e opera, com recursos próprios, sistemas de abastecimento de água e tratamento e reúso de efluentes, é a principal empresa que atua neste ramo dentro do Brasil e tem vários shoppings como clientes, que são verdadeiros cases de sucesso. “A maior parte deles tem 100% de autonomia hídrica”, afirma o engenheiro Fernando Pereira, diretor comercial da General Water.

O Shopping Plaza Sul, empreendimento da Sonae Sierra Brasil, por exemplo, tem sistema de abastecimento de água (por meio de poços), tratamento de esgoto e reúso. Com isso, têm 100% de independência hídrica. “Com exceção da água usada para beber, produzir alimentos e lavar as mãos, todo o restante dos recursos é de reúso”, diz Pereira.

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Durante o mês de dezembro, o número de visitantes sobe 40%. E o volume de água gasto entre novembro e dezembro é de 12.000m³, sendo que 4.100m³ são provenientes do reuso. Em média, esses dois meses apresentam um consumo 15% maior, em relação ao restante do ano. Se não houvesse o reúso, o volume excedente (4.100m³) viriam da concessionária. Isso geraria mais custo ao condomínio e maior impacto ambiental. Importante lembrar ainda que, só nesses dois meses, a economia gerada é de R$ 42 mil.

Fábio Segura, superintendente do Shopping Plaza Sul afirma que a empresa apoia o uso dos recursos naturais. “Por isso, optamos por tratar a água e fazer reúso. Assim, geramos o menor impacto possível para o meio ambiente e reaproveitando o que muitas vezes é desperdiçado”, afirma Segura.

Outro exemplo é o Parque D. Pedro Shopping, de Campinas. O número de frequentadores já é bem significativo: 1,5 milhão por mês. E em dezembro, cresce 66%! O shopping, que sofreu com os efeitos da crise hídrica de 2014 e 2015, contratou a General Water para implantar um projeto que pudesse gerar água de reúso com qualidade suficiente para abastecer as torres de resfriamento, que consomem cerca de 5.000 m³/mês de água da concessionária todos os meses.

Com isso, o Parque Dom Pedro, que já utilizava água de reúso nos vasos sanitários e na rega de seus jardins, elevou substancialmente a sua autonomia de água, garantindo o funcionamento de mais de 400 lojas, 20 restaurantes, 15 salas de cinema e um teatro. Com o projeto de retrofit (modernização), o empreendimento aumentou o seu reúso de água de 20% para 70% de todo o seu esgoto gerado.

Isso significa que, mensalmente, o shopping deixará de descartar no meio ambiente mais de 5.000 m³ de esgoto tratado e de utilizar o mesmo volume da escassa água da concessionária nas suas torres de resfriamento, disponibilizando esse recurso para a população de seu entorno. “Essa ação poupa recursos do meio ambiente para gerações futuras, além de agregar economia financeira com o reaproveitamento”, diz Fábio Viana, coordenador de Operações do Parque D. Pedro Shopping.

Como funciona o tratamento?

A água que escorre pelo ralo do chuveiro e da pia ou a que é usada nas descargas pode ser transformada em água potável, num processo de cinco etapas e que dura até 12 horas. Isso é realizado nas estações de tratamento de esgoto e efluentes que estão sob a responsabilidade da General Water.

Por meio de uma tubulação especial, a água descartada é captada junto com dejetos, sabão e outros tipos de fluidos. Na estação de tratamento, ela primeiro passa por uma peneira, que faz a filtragem inicial dos resíduos. Em seguida, a água vai para os tanques de equalização, onde é feito o controle do volume de esgoto necessário para o tratamento.

A terceira etapa é a passagem por um reator biológico, onde bactérias especializadas se alimentam da matéria orgânica, limpando a água. Esse processo dura algumas horas, durante as quais o reator recebe uma injeção constante de ar, para que as bactérias que degradam o esgoto se proliferem.

O passo seguinte é o processamento no tanque de membranas de ultrafiltração, importadas do Japão, que separam completamente o lodo da água, que depois é esterilizada em outro tanque, com cloro. Pronto! A água, que era esgoto, já pode ser usada para o abastecimento de torres de resfriamento de ar condicionado, bacias sanitárias e para a irrigação.

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