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07 de dezembro de 2017 - 15h22

Transportadores ainda estão receosos e postergam investimentos para 2019

Incerteza com o andamento da economia e cenário nebuloso no campo político são responsáveis pela cautela ano que vem, quando 54,8% dos empresários não fazem planos de aumentar a frota

Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Ainda mensurando o impacto da crise econômica e tentando mapear como se dará a retomada, os transportadores brasileiros não devem fazer investimento em expansão de frota no próximo ano. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT) 54,8% dos empresários pretendem manter a frota atual ao longo do próximo ano.

Os dados fazem parte da Sondagem do Transportador, divulgado ontem pela CNT, e apontam que para 24,7% dos entrevistados a empresa fechará o ano com queda no tamanho da frota - número que cai para 5,8% quando a projeção é sobre o tamanho da empresa em 2018.

Exemplo disso, o sócio da transportadora Xavier Peixoto, Francisco Xavier de Toledo, precisou se desfazer de dois caminhões desde o início da crise e ainda não pensou em ampliar a capacidade. "Hoje temos cinco caminhões, antes da crise eram sete. Precisei escolher mercados maduros e tirar rotas menos rentáveis. Essa decisão foi difícil, mas importante para que eu não me endividasse demais", comentou ele, que cravou: "Não pretendo recomprar esses veículos no próximo ano".

Para os 36% que pretendem aumentar a frota em 2018, o financiamento será um desafio. "As linhas de financiamento do BNDES continuam essenciais para a renovação e modernização da frota, uma vez que 40,5% das empresas que pretendem fazer aquisições em 2018 pretendem utilizar o Finame", diz o presidente da CNT, Clésio Andrade, lembrando que só 18,8% delas vão adquirir veículos com recursos próprios (10,8% pagando à vista e 8,0%, parcelado) e 12,5% querem obter financiamento com bancos.

Guerra de preços

Outro fator que deve marcar a corrida por clientes ano que vem, quando a economia pode dar sinais de retomada, é guerra de preço para o frete. Enquanto Toledo acredita que essa queda de braço só elevará o monopólio das maiores empresas do setor, Estefano Cruzes, economista e diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de MS (Setlog MS), acredita que o pior já passou. "Acho que a guerra de preços vai diminuir de intensidade conforme a demanda aumente de modo uniforme", disse ele.

Segundo Clésio, da CNT, o estudo aponta que 76,3% dos entrevistados sentiram alta dos preços neste ano, movimento que deve se repetir no em 2018. " Considerando que o setor trabalha com margens pequenas de rentabilidade, os transportadores devem compensar o aumento das despesas com insumos essenciais por meio repasse nos serviços ofertados". Entre os fatores para aumento do custo 84,2% dos transporadores dizem não concordar com a nova política de preços da Petrobras, e 87,5% diz não ter sentido queda no preço do diesel.

Aposta em eventos em 2018

Para aproximar o público das empresas e engajar colaboradores, eventos corporativos são importantes na geração de renda para as organizações, e são aposta para 2018. No primeiro trimestre de 2017, a área de eventos cresceu 6,9%, quase o dobro do setor de turismo. André Rodrigues, CEO da mobLee - que desenvolve tecnologias para eventos -, defende que as empresas não deixem de investir em espaços de encontro com o seu público. "Com o crescimento de encontros atendidos, precisamos triplicar o número de colaboradores para suprir as demandas em 2018", completa.

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