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14 de dezembro de 2017 - 00h55

Investimentos modernizam portos de Santa Catarina

Ao lado dos portos públicos tradicionais, a iniciativa privada levantou dois grandes terminais no Estado

Fonte: O Estado de São Paulo

Com mais de 500 quilômetros (km) de costa litorânea, Santa Catarina recebeu nos últimos anos investimentos bilionários do setor portuário. Ao lado dos tradicionais portos públicos de Itajaí e São Francisco do Sul, a iniciativa privada decidiu levantar dois grandes terminais especializados na movimentação de contêineres: Portonave e Itapoá, hoje na lista dos mais modernos e eficientes do País.

Os empreendimentos foram estruturados em meados dos anos 2000, no primeiro mandato do governo Lula. Na época, o setor enfrentava enormes gargalos nos portos administrados pelo poder público, o que incentivou uma onda de investimento em terminais privados. O primeiro a ser construído no Estado foi a Portonave, um empreendimento idealizado pelo empresário Agostinho Leão, em 1998, ao lado do Porto de Itajaí.

Terminal de Itapoá fica em frente ao Porto São Francisco do Sul Foto: Thiago Barcelos

O projeto tornou-se viável apenas em 2005 com a formação do consórcio Portonave, formado por um conjunto de empresas, entre elas a Triunfo Participações e Investimentos, que vendeu recentemente sua participação para a suíça Terminal Investment Limited (TIL), por R$ 1,3 bilhão. Em 2016, o terminal teve um crescimento de 34% na movimentação de contêineres e, neste ano, o desempenho também tem sido bastante positivo.

“Completamos dez anos de operação e tivemos, até o momento, um resultado otimista. A Portonave é o segundo maior movimentador de contêineres do País, com 11,5% do total nacional”, afirma o diretor-superintendente administrativo, Osmari de Castilho Ribas. Mas o terminal tem concorrência de peso no Estado, com forte apetite para crescer e ampliar a participação no mercado.

Inaugurado em 2011 na Baía da Babitonga, em frente ao Porto de São Francisco do Sul, Itapoá já iniciou investimentos de R$ 1 bilhão na ampliação do terminal. A capacidade atual de 500 mil teus (medida padrão de um contêiner de 20 pés) deve chegar a 1,2 milhão de teus até 2018. “Iniciamos as obras em novembro do ano passado porque estávamos operando no limite”, afirma Cassio Schreiner, presidente do porto, que tem como sócio grupos como a multinacional Hamburg Süd e Log-Z Logística. Segundo ele, o terminal tem conseguido conquistar até carga do Rio de Janeiro por causa de tempo menor no embarque das mercadorias, além de cargas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A primeira fase das obras de ampliação do terminal foi concluída, com a finalização da obra de engenharia de uma área de 60 mil m², que será acrescida ao pátio de manobras. O projeto inclui ainda a expansão do pier de 630 metros para 800 metros.

O executivo afirma que a empresa tem um plano conservador de em três anos atingir a capacidade que será alcançada com a atual expansão. Isso significa que novos investimentos estão no radar da companhia, numa terceira fase de expansão. “Temos uma área de 450 metros quadrados (m²); operamos 150 mil m²; e agora estamos expandindo mais 100 mil m². Ou seja, ainda temos muito espaço para crescer.” Ele acrescenta ainda que as licenças obtidas para a ampliação do terminal foram conseguidas para toda a área do porto.

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