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08 de fevereiro de 2018 - 19h21

São Paulo recupera investimentos

A Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), divulgada pela Seade, aponta investimentos de US$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre do ano passado em São Paulo

Fonte: DCI

O investimento no Estado de São Paulo voltou a crescer no ano passado depois de seguidas quedas durante o período de recessão. Segundo especialistas, a tendência é que os aportes continuem em alta nos próximos meses.

“Vimos uma recuperação importante do investimento no ano passado e essa trajetória deve se consolidar em 2018”, afirma Margarida Kalemkriam, analista da Fundação Seade. O resultado das concessões do trecho norte do Rodoanel e das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô, realizadas em janeiro, sinalizam que a confiança na economia local melhorou, diz.

A Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), divulgada pela Seade, mostrou que os aportes em território paulista somaram US$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre do ano passado. Dessa forma, o investimento chegou a US$ 16,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2017, mais que o dobro do valor registrado durante os 12 meses do ano anterior (US$ 8 bilhões).

Entre os setores mais beneficiados no terceiro trimestre, teve destaque a infraestrutura, que recebeu quase dois terços dos recursos despendidos no período. Indústria (16,7%) e serviços (11,7%) também ficaram bem colocados. De acordo com a Seade, os ramos automotivo, de celulose e de papel obtiveram maiores investimentos na indústria, enquanto saúde, alojamento e educação se sobressaíram em serviços.

“No ano passado, as concessões de estradas estaduais foram bem sucedidas, contando com ágios elevados, e favoreceram o ramo de infraestrutura”, diz Margarida. Segundo ela, o investimento em rodovias deve continuar forte em 2018.

Já na análise por destino dos recursos, o estudo da Seade mostrou que houve aportes mais expressivos na Região Metropolitana de São Paulo (US$ 3,0 bilhões). Em seguida, figuraram Campinas (US$ 673,6 milhões), Sorocaba (US$ 451,6 milhões), Bauru (US$ 221,7 milhões) e Franca (US$ 31,9 milhões).

Aportes públicos

O investimento do governo estadual deve subir mais em 2018, depois de crescer em 2017. Segundo dados da Secretária da Fazenda, os aportes somaram R$ 18,2 bilhões no ano passado, superando os valores de 2016 (R$ 15,6 bilhões) e 2015 (R$ 16,1 bilhões).

Entre as pastas mais beneficiadas pelo aumento das inversões, têm destaque a Secretária de Habitação e a Secretaria de Saneamento. A primeira recebeu R$ 2,050 bilhões em 2017, aumento de 29,7% no confronto com 2016. Já a segunda contou com o ingresso de R$ 2,930 bilhões, uma alta de 30,3%.

Para 2018, a Lei Orçamentária Anual (LOA) paulista prevê R$ 21,1 bilhões em investimento, mesmo valor contabilizado em 2014, antes da crise.

Especialista em finanças públicas da Tendências Consultoria, Fábio Klein destaca que o resultado primário de São Paulo foi mantido no azul, em 2017, mesmo com o avanço do investimento. “A melhora da receita tributária colaborou para essa conjuntura.”

Para os próximos meses, o entrevistado indica um novo avanço dos aportes públicos, especialmente por causa da aproximação das eleições. “Essa variável sempre se repete em anos eleitorais: o investimento aumenta e o resultado primário piora”, afirma ele.

Entretanto, Klein pondera que São Paulo está entre os estados que podem gastar mais neste ano. “As contas [paulistas] tem um equilíbrio mais saudável entre receitas e despesas correntes”.

Exemplo disso, segue ele, é que 55% da receita corrente líquida é destinada às despesas com pessoal, parcela bastante inferior à dos estados que enfrentam problemas fiscais mais graves. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 73,7% dos ingressos são usados para esse tipo de despesa, diz Klein.

Ele também afirma que a recuperação econômica deve ampliar a arrecadação paulista com ICMS nos próximos meses, favorecendo a expansão do investimento na região.

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