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quarta-feira - 08 de setembro de 2010
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Estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal do Vale do São Francisco já saem da graduação praticamente com seus empregos garantidos. E a explicação para isso é simples: com o mercado da construção civil aquecido, a demanda por profissionais do setor tem sido ampliada cada vez mais. Se há alguns anos o setor registrou um decréscimo no número de obras – o que refletiu de imediato na queda de interessados nas graduações da área de Engenharia – o mesmo não se pode dizer do atual cenário brasileiro. Os investimentos de obras de infra-estrutura, sobretudo às que são relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) e da Copa 2014, têm sido maciços e pedem um número cada vez maior de profissionais.
“O deficit habitacional brasileiro é grande e o país passa por uma fase de crescimento econômico. Com isso temos uma demanda grande de engenheiros. Nos últimos 30 anos não tivemos um crescimento significativo e o Brasil não estava preparado para suprir essa demanda. Não se formaram engenheiros o suficiente para atender a demanda existente. Hoje tem programas como o PAC, que investe em transporte, energia, habitação, recursos hídricos, saneamento. Tudo isso precisa de engenheiros, não somente civis, como todas as áreas da engenharia. Por ano o país tem formado uma média de 30 mil profissionais. Para ter uma idéia, em países em desenvolvimento como a Coréia do Sul, por exemplo, são formados 80 mil engenheiros por ano”, observa o sub-coordenador do colegiado de Engenharia Civil da Univasf, Sérgio Luis Oliveira.
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A instituição – que possui campus em Petrolina, Juazeiro (BA) e São Raimundo Nonato (PI) – disponibiliza graduação em sete engenharias: Civil, Mecânica, Elétrica, Produção, Computação, Agrícola e Ambiental, Agronômica. Para o docente, a perspectiva de emprego e oportunidades é a melhor possível para a área.
“O vale do São Francisco é beneficiado pelo PAC. Engenheiros formados nos grandes centros muitas vezes não têm como se deslocar e vir morar aqui na região. Então, os alunos que se formam têm trabalho garantido, uma vez que o mercado absorve de imediato. Ainda assim, a demanda pede mais profissionais”, frisa Oliveira.
Caso não haja uma ampliação no número de profissionais da área, o andamento de obras como as da Copa 2014 pode ficar comprometido. A Federação Nacional de Engenheiros deve desenvolver, inclusive, uma campanha junto a estudantes do ensino médio, com o objetivo de ampliar os quadros das graduações de Engenharia e dobrar o número de formandos no setor até 2014.Ainda de acordo com a Federação, apenas 30% dos alunos que ingressam na área de Engenharia concluem a graduação.
Entre as décadas de 70 e 80, o curso disputava a preferência dos vestibulandos com o curso de Medicina.
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