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quinta-feira - 23 de maio de 2013
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O governo não quer que uma mesma empresa privada assuma o controle de mais de um dos três aeroportos que serão concedidos em São Paulo e no Distrito Federal, disse nesta terça-feira o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.
"A ideia, com isso, é estimular a concorrência entre os aeroportos", disse Vale, que participou de reunião com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O governo anunciou no mês passado que fará a concessão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos (São Paulo) e de Brasília (DF). A Infraero entrará como sócia nas concessões, mas será minoritária e não terá mais do que 49% de participação.
Mas, no caso desses três aeroportos, o sócio privado majoritário de um aeroporto não poderá se repetir nos outros dois. Essa exigência deverá constar da modelagem dos leilões que ainda estão sendo elaborados pelo governo.
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Poder de veto
Uma das maiores preocupações dos empresários diz respeito ao poder que a Infraero terá nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que vão gerir os aeroportos concedidos.
Mesmo com a Infraero tendo no máximo 49% das ações, o modelo das concessões pode estabelecer, por exemplo, poder de veto para a estatal em algumas questões da gestão dos aeroportos.
"Tem de ter retorno e nenhum direito de veto pode inviabilizar possibilidade de ter retorno", disse o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, José Mascarenhas.
Questionado sobre a possibilidade a Infraero ter veto na associação com empresas privadas, o presidente da estatal disse que ainda não há qualquer definição sobre o assunto. "Isso está sendo definido na metodologia. Não tenho informação sobre como será o acordo de gestão entre a Infraero e os sócios privados", afirmou Vale.
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