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terça-feira - 21 de maio de 2013
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O trem de passageiros de médio porte estudado para ligar a Estação Vilarinho do Metrô à Cidade Administrativa, no Vetor Norte de Belo Horizonte, e ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, Grande BH, já tem projeto para chegar até o Centro da capital e pode custar R$ 3,2 bilhões. A informação é das secretarias de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) e de Desenvolvimento Econômico (Sede).
O subsecretário de Investimentos Estratégicos da Sede, Luiz Antônio Athayde, explicou ao Estado de Minas que o consórcio espanhol Iberinsa-Spim – contratado por R$ 1 milhão, em 2010, para estudar opções de transporte que atendessem o Vetor Norte –, entregou um projeto e um estudo de concepção básicos, contemplando a conexão com o Centro da capital. A secretaria analisa agora a viabilidade econômica dessas propostas, que devem ainda passar pela Setop e pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma vez que o ramal interliga a capital e Confins.
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Inicialmente, o governo do estado anunciou que o plano era levar o transporte sobre trilhos por 30 quilômetros, da estação do Metrô Vilarinho, na Região de Venda Nova, até a Cidade Administrativa, e em seguida até o aeroporto internacional de Confins. “Não podemos divulgar ainda um prazo, porque nossos técnicos analisam a viabilidade desses dois projetos até o Centro”, afirma Athayde.
O subsecretário diz que ainda não foi detalhado qual o modelo de transporte a ser implantado. Há duas opções: o veículo leve sobre trilhos (VLT) ou o monotrilho. “Ainda não definimos qual será a melhor opção, capaz de atender a nossa demanda dentro de um custo viável”, disse Athayde.
De acordo com o secretário de Obras Públicas, Carlos Melles, a solução ideal de transporte para esse caso seria o metrô, mas, devido ao alto custo, a opção será mesmo por um modelo de médio porte sobre trilhos. A meta é conseguir recursos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. “A coordenadora do programa, Luiza Gomide (do Departamento de Mobilidade Urbana, ligado ao Ministério das Cidades) virá a BH para acertarmos tudo. O estado entrará com contrapartida, por meio de captação de empréstimos, e também haverá participação da iniciativa privada”, antecipa Melles.
Ontem mesmo o secretário esteve no Ministério das Cidades, em Brasília, onde acompanhou comitiva do Japão que veio ao Brasil apresentar tecnologias de transporte por monotrilho e VLT. Trazidos por intermédio de sua embaixada, os japoneses procuram oportunidades abertas pelos investimentos para as copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014) de futebol.
Em Belo Horizonte, o projeto de ligar a área do BH Shopping e do Belvedere à da Savassi, na Região Centro-Sul, para aliviar o tráfego da avenida Nossa Senhora do Carmo, ainda não está definido. A BHTrans estuda a implantação do VLT ou de um sistema de transporte rápido por ônibus, o BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês), aos moldes do que será instalado nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado. Segundo a assessoria de imprensa da empresa municipal, a expectativa é de que a decisão seja tomada até o fim do ano.
Contagem
A Transcon, empresa de transporte e trânsito de Contagem, na Região Metropolitana de BH, espera que o Ministério das Cidades anuncie para o próximo mês a liberação de R$ 40 milhões para o ramal de um quilômetro e meio de VLT, da estação Eldorado do Metrô até a estação Novo Eldorado, a ser implantada. Os trilhos seguiriam o traçado da Via Expressa.
A expectativa é de que 15 mil pessoas usem o sistema. Também em setembro, segundo o presidente da empresa, Hermiton Quirino, poderá sair a licitação do projeto de ligação por VLT com a cidade de Betim, em 10 quilômetros de ferrovia. A obra tem custo estimado em R$ 900 milhões. O ministério ainda não confirma a data. “O ramal de Contagem ligaria a estação Novo Eldorado ao Jardim das Alterosas, em Betim. A obra teria impacto no tráfego não apenas das duas cidades, mas de toda a região metropolitana”, afirma Quirino.
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