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15 de dezembro de 2015
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Energia

Belo Monte em contagem regressiva

Usina recebe finalmente a Licença de Operação para iniciar o enchimento do reservatório principal

A UHE Belo Monte, a principal obra de energia hoje no Brasil, considerada fundamental para garantir a segurança e a confiança do sistema hidrelétrico, entrou em contagem regressiva. O principal marco da obra, o desvio do rio, foi efetuado em agosto passado e sua navegação está assegurada pelo Sistema de Transposição de Embarcações que opera 24h gratuitamente. A Licença de Operação foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) apenas em novembro permitindo, finalmente, o enchimento do reservatório principal. A previsão é de que as obras no empreendimento irão até 2019, quando será instalada a ultima das 24 turbinas da UHE Belo Monte.

Importantes marcos da obra estão superados. A barragem de Pimental, com a Casa de Força complementar e o Vertedouro já foram concluídos e o Canal de Derivação está em fase final de conclusão, assim como os diques de contenção. De acordo com a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, a barragem de Belo Monte estará pronta para geração nos primeiros meses de 2016. O principal marco a ser alcançado será a abertura do Canal de Derivação, que permitirá o enchimento do Reservatório Intermediário tão logo saia a licença de operação da usina e  o nível do rio comece a subir.

A usina é composta por duas barragens, dois reservatórios, um vertedouro e um canal de derivação. A barragem de Pimental fica no leito do rio Xingu, atinge 40m de altura e abriga a casa de força complementar, dotada de seis turbinas tipo “Bulbo” com capacidade instalada de geração de 233,1 MW. Ela será responsável pela formação do reservatório principal, na própria calha do rio Xingu, elevando o nível normal para a cota 97, que significa 97 metros acima do nível do mar considerando o fundo do rio, evitando os alagamentos que ocorrem anualmente em Altamira, quanto o rio passa da cota 98, nos períodos de cheia.

Ao seu lado foi construído o Vertedouro, dotado de 18 comportas, que regulará a vazão à jusante da barragem de Pimental, na chamada “Volta Grande do Xingu”. O desnível criado por Pimental permitirá que o excedente da água do rio possa ser derivado, através de um canal de secção trapezoidal com, 210 m de largura na base, 360 m de largura no topo, 25 m de profundidade e 20 km de extensão, por onde fluirão até  14 milhões de litros por segundo para alimentar o reservatório intermediári


A UHE Belo Monte, a principal obra de energia hoje no Brasil, considerada fundamental para garantir a segurança e a confiança do sistema hidrelétrico, entrou em contagem regressiva. O principal marco da obra, o desvio do rio, foi efetuado em agosto passado e sua navegação está assegurada pelo Sistema de Transposição de Embarcações que opera 24h gratuitamente. A Licença de Operação foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) apenas em novembro permitindo, finalmente, o enchimento do reservatório principal. A previsão é de que as obras no empreendimento irão até 2019, quando será instalada a ultima das 24 turbinas da UHE Belo Monte.

Importantes marcos da obra estão superados. A barragem de Pimental, com a Casa de Força complementar e o Vertedouro já foram concluídos e o Canal de Derivação está em fase final de conclusão, assim como os diques de contenção. De acordo com a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, a barragem de Belo Monte estará pronta para geração nos primeiros meses de 2016. O principal marco a ser alcançado será a abertura do Canal de Derivação, que permitirá o enchimento do Reservatório Intermediário tão logo saia a licença de operação da usina e  o nível do rio comece a subir.

A usina é composta por duas barragens, dois reservatórios, um vertedouro e um canal de derivação. A barragem de Pimental fica no leito do rio Xingu, atinge 40m de altura e abriga a casa de força complementar, dotada de seis turbinas tipo “Bulbo” com capacidade instalada de geração de 233,1 MW. Ela será responsável pela formação do reservatório principal, na própria calha do rio Xingu, elevando o nível normal para a cota 97, que significa 97 metros acima do nível do mar considerando o fundo do rio, evitando os alagamentos que ocorrem anualmente em Altamira, quanto o rio passa da cota 98, nos períodos de cheia.

Ao seu lado foi construído o Vertedouro, dotado de 18 comportas, que regulará a vazão à jusante da barragem de Pimental, na chamada “Volta Grande do Xingu”. O desnível criado por Pimental permitirá que o excedente da água do rio possa ser derivado, através de um canal de secção trapezoidal com, 210 m de largura na base, 360 m de largura no topo, 25 m de profundidade e 20 km de extensão, por onde fluirão até  14 milhões de litros por segundo para alimentar o reservatório intermediário, implantado em áreas originalmente ocupadas por pastagens.

Ao final do reservatório intermediário, está sendo construída a barragem principal de Belo Monte, com 100 m de altura e 18 turbinas tipo “Francis”. Com capacidade instalada de 11.000 MW, e após utilizar a água derivada do canal, a barragem a restituirá para o rio Xingu no final da “Volta Grande”. A escavação do Canal de Derivação, um dos principais desafios técnicos do empreendimento, envolveu 120 milhões de m³ numa região de alto índice pluviométrico, e foi realizada em quatro anos, conforme a previsão inicial.  Essa etapa foi superada com a execução de um complexo sistema de manejo de águas e bacias de amortecimento, que permitiram minimizar o efeito das águas pluviais e de superfície.

Atualmente, enquanto as obras avançam, os empreendedores aguardam a expedição da Licença de Operação pelo órgão licenciador, o Ibama, com a qual será possível iniciar o enchimento do reservatório principal. As obras no empreendimento irão até 2019, quando será instalada a ultima das 24 turbinas da UHE Belo Monte. As paralisações motivadas por movimentos sociais dificultaram o cronograma mais do que a “janela climática” da Amazônia.

Um dos destaques do planejamento, segundo os construtores, foi a implantação do NEO – Núcleo de Excelência Operacional e o Controle de Gerenciamento de Frota de Veículos e Equipamentos, que em todas as frentes de serviço da obra contribuiriam para atendimento dos prazos contratuais adequando os processos e cronogramas para evitar desvios.

A Norte Energia destaca ainda o elevado investimento em projetos socioambientais, como ações mitigadoras para a construção de Belo Monte, cujos recursos equivalem a mais de 14% do investimento total de Belo Monte. “São cerca de R$ 3,7 bilhões em projetos de saneamento, educação, saúde, habitação e segurança, com construção em áreas urbanas, rurais e terras e aldeias indígenas, de moradias, escolas, hospitais, unidades básicas de saúde, redes e sistemas de tratamento de água e de esgoto, escolas, casas de farinha, poços artesiano e campos de pouso. Além disso, a Norte Energia financia com R$ 500 milhões, a serem investidos em 20 anos, o Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX) destinado a desenvolver projetos estruturantes para a região”, destaca a diretoria de Relações Institucionais da Norte Energia.

 

 

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