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25 de junho de 2018
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Artigo

Por uma política duradoura de longo prazo para as metrópoles

Alejandra Devecchi defende a reabilitação de edifícios antigos no centro de São Paulo, como alternativa para o grave déficit de moradias na região

Cidades da magnitude de São Paulo, Rio de Janeiro e outras metrópoles necessitam de uma política urbana pautada no adensamento demográfico das áreas concentradoras de emprego, com controle sobre o crescimento da mancha urbana e promovendo saídas mais inteligentes em relação à infraestrutura básica.

Hoje a mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo cresce o dobro do necessário para abrigar o crescimento populacional, provocando uma constante diminuição das densidades e impedindo investimentos eficientes em infraestrutura.

Para lidar com o atual problema urbano e habitacional em São Paulo, por exemplo, é preciso a formulação de uma política que permita adensamentos demográficos superiores a 400 habitantes/ha nas áreas concentradoras de emprego, por exemplo, enquanto os empregos se manifestam com densidades médias da ordem de 500 empregos/ha a 1000 empregos/ha na Avenida Paulista, as densidades demográficas nesses setores não passam de 150 habitantes/ha.

A população está dispersa por toda a mancha urbana com densidades demográficas médias da ordem de 100 habitantes/ha. Estas densidades menores não permitem investimentos em infraestrutura, havendo sempre necessidade de subsídios.,Hoje, na área central, haveria a possibilidade de aumentar o adensamento populacional de maneira a se ter ao menos um emprego para cada habitante, o que significaria ao menos quadruplicar o contingente populacional.

Além disso, nas metrópoles é imprescindível a criação de uma política pública urbanística que seja independente, ou seja, que não acabe por ser descontinuada e substituída a cada quatro anos no final de um mandato, o que é de praxe no Brasil.

Essa descontinuidade administrativa é um dos piores e mais graves entraves em relação ao planejamento das metrópoles, pois políticas urbanas e habitacionais necessitam de um trabalho em longo prazo, ou seja, são algo demorado e não há como melhorar a situação atual se cada governo eleito desarticula o que foi feito pelo anterior.

Outro ponto a ser lembrado é sobre o desafio na revitalização dos centros históricos, como o de São Paulo, por exemplo. Já houve a tentativa dessa revitalização, mas não há como se trazer vida par


Alejandra Devecchi defende a reabilitação de edifícios antigos no centro de São Paulo, como alternativa para o grave déficit de moradias na região

Cidades da magnitude de São Paulo, Rio de Janeiro e outras metrópoles necessitam de uma política urbana pautada no adensamento demográfico das áreas concentradoras de emprego, com controle sobre o crescimento da mancha urbana e promovendo saídas mais inteligentes em relação à infraestrutura básica.

Hoje a mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo cresce o dobro do necessário para abrigar o crescimento populacional, provocando uma constante diminuição das densidades e impedindo investimentos eficientes em infraestrutura.

Para lidar com o atual problema urbano e habitacional em São Paulo, por exemplo, é preciso a formulação de uma política que permita adensamentos demográficos superiores a 400 habitantes/ha nas áreas concentradoras de emprego, por exemplo, enquanto os empregos se manifestam com densidades médias da ordem de 500 empregos/ha a 1000 empregos/ha na Avenida Paulista, as densidades demográficas nesses setores não passam de 150 habitantes/ha.

A população está dispersa por toda a mancha urbana com densidades demográficas médias da ordem de 100 habitantes/ha. Estas densidades menores não permitem investimentos em infraestrutura, havendo sempre necessidade de subsídios.,Hoje, na área central, haveria a possibilidade de aumentar o adensamento populacional de maneira a se ter ao menos um emprego para cada habitante, o que significaria ao menos quadruplicar o contingente populacional.

Além disso, nas metrópoles é imprescindível a criação de uma política pública urbanística que seja independente, ou seja, que não acabe por ser descontinuada e substituída a cada quatro anos no final de um mandato, o que é de praxe no Brasil.

Essa descontinuidade administrativa é um dos piores e mais graves entraves em relação ao planejamento das metrópoles, pois políticas urbanas e habitacionais necessitam de um trabalho em longo prazo, ou seja, são algo demorado e não há como melhorar a situação atual se cada governo eleito desarticula o que foi feito pelo anterior.

Outro ponto a ser lembrado é sobre o desafio na revitalização dos centros históricos, como o de São Paulo, por exemplo. Já houve a tentativa dessa revitalização, mas não há como se trazer vida para as zonas centrais se não houver moradores nessas regiões. Para se qualificar uma área central é necessário investir em habitação e não só em ferramentas culturais, pois o residente faz a cidade funcionar. Assim se ocupa e dá-se vida ao centro das metrópoles.

(*) Alejandra Devecchi é Gerente de Planejamento Urbano na empresa dinamarquesa Ramboll e coordenadora da dimensão de Infraestrutura do Projeto de Avaliação dos Programas Socioambientais e Socioeconômicos no processo de recuperação da Bacia do Rio Doce. Urbanista com sólida experiência na gestão e desenvolvimento de projetos de desenho urbano e planejamento urbano ambiental, além de forte atuação em processos referentes à formulação de políticas públicas, tendo desempenhado cargos públicos na SEHAB, CDHU e SVMA.

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