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04 de março de 2021
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Aumentos de preços de materiais agrava-se, alerta o SindusCon-SP

Construtoras ressentem-se de prejuízos e atrasos nas entregas de insumos
Fonte: Assessoria de Imprensa

Os aumentos dos preços dos materiais de construção e os atrasos em sua entrega, que se iniciaram em junho de 2020, não se interromperam desde então e prosseguem nestes dois primeiros meses de 2021, a ponto de provocar sérios prejuízos financeiros e desabastecimento à indústria da construção.

A constatação é da Diretoria do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), com base em relatos das construtoras associadas à entidade.

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, o impacto desta situação no Estado de São Paulo pode ser verificado nos percentuais de aumentos dos custos destas empresas na aquisição de alguns dos principais insumos, no acumulado dos dois primeiros meses de 2021, e no acumulado de 12 meses até fevereiro de 2021, de acordo com o levantamento do CUB (Custo Unitário Básico), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas):

“A situação está ficando insustentável. Muitas construtoras relatam aumentos acima destas médias. Diversos fornecedores já estão informando que farão novos aumentos nos próximos meses. Os prazos de entrega foram dilatados, prejudicando os cronogramas de execução das obras. Um fabricante chegou a informar que não pode mais dar prazo ...


Os aumentos dos preços dos materiais de construção e os atrasos em sua entrega, que se iniciaram em junho de 2020, não se interromperam desde então e prosseguem nestes dois primeiros meses de 2021, a ponto de provocar sérios prejuízos financeiros e desabastecimento à indústria da construção.

A constatação é da Diretoria do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), com base em relatos das construtoras associadas à entidade.

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, o impacto desta situação no Estado de São Paulo pode ser verificado nos percentuais de aumentos dos custos destas empresas na aquisição de alguns dos principais insumos, no acumulado dos dois primeiros meses de 2021, e no acumulado de 12 meses até fevereiro de 2021, de acordo com o levantamento do CUB (Custo Unitário Básico), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas):

“A situação está ficando insustentável. Muitas construtoras relatam aumentos acima destas médias. Diversos fornecedores já estão informando que farão novos aumentos nos próximos meses. Os prazos de entrega foram dilatados, prejudicando os cronogramas de execução das obras. Um fabricante chegou a informar que não pode mais dar prazo de entrega, porque ele próprio está sofrendo problemas de seus fornecedores de matérias primas”, relata o presidente do SindusCon-SP.

Senra alerta que as consequências desta situação estão se agravando. “Nos contratos privados em andamento, o repasse desses custos aos preços das obras não entrou na previsão dos seus adquirentes, o que poderá ocasionar inadimplência e distratos. Nos contratos de obras públicas, a tendência é a busca, pelas construtoras, do reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, e, se houver recusa dos órgãos públicos contratantes, a judicialização desses reajustes.”

Já em relação ao fechamento de novos contratos de construção, prossegue o presidente do SindusCon-SP, há dificuldade crescente em realizar a orçamentação, em face da imprevisibilidade do ritmo de aumentos de preços dos insumos.

“A indústria da construção tem buscado dialogar com as fabricantes de materiais e suas entidades representativas, para que sustem esta injustificada escalada de preços. As tentativas foram infrutíferas. A situação está evoluindo de maneira alarmante e, a continuar neste ritmo, prejudicará a própria indústria de materiais de construção, que assistirá ao encolhimento do volume de seus pedidos.”