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15 de abril de 2021
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Gerdau apresenta nova empresa para atuar no mercado de grafeno

Com aditivos para concreto no portfólio, a Gerdau Graphene nasce com o objetivo de gerar valor aos clientes de setores estratégicos como a construção
Fonte: Redação

A Gerdau lança hoje (15) uma nova empresa, batizada de Gerdau Graphene, com foco no desenvolvimento e comercialização de produtos com aplicação de grafeno.

A nova companhia – que terá operação independente das divisões de aço – já nasce com objetivo de se tornar referência na comercialização de produtos com aplicação de grafeno em larga escala no Brasil, com expectativa de atingir mercados globais.

Com escritório em São Paulo e filial nos Estados Unidos, a empresa vai oferecer tecnologias para os setores da construção civil, lubrificantes industriais e automotivos, borracha, termoplásticos, tintas e sensores, tanto no Brasil como na América do Norte. "Dentro da construção, as aplicações que estão mais avançadas são os aditivos para concreto”, afirma Alexandre de Toledo Corrêa, diretor da Gerdau Graphene, em primeira mão para o portal Grandes Construções.

Diferencial – A nova companhia faz parte do portfólio de empresas da Gerdau Next, divisão de novos negócios da Gerdau lançada no segundo semestre de 2020, que tem o objetivo de empreender em novos segmentos, além do aço, com participação relevante nas ...


A Gerdau lança hoje (15) uma nova empresa, batizada de Gerdau Graphene, com foco no desenvolvimento e comercialização de produtos com aplicação de grafeno.

A nova companhia – que terá operação independente das divisões de aço – já nasce com objetivo de se tornar referência na comercialização de produtos com aplicação de grafeno em larga escala no Brasil, com expectativa de atingir mercados globais.

Com escritório em São Paulo e filial nos Estados Unidos, a empresa vai oferecer tecnologias para os setores da construção civil, lubrificantes industriais e automotivos, borracha, termoplásticos, tintas e sensores, tanto no Brasil como na América do Norte. "Dentro da construção, as aplicações que estão mais avançadas são os aditivos para concreto”, afirma Alexandre de Toledo Corrêa, diretor da Gerdau Graphene, em primeira mão para o portal Grandes Construções.

Diferencial – A nova companhia faz parte do portfólio de empresas da Gerdau Next, divisão de novos negócios da Gerdau lançada no segundo semestre de 2020, que tem o objetivo de empreender em novos segmentos, além do aço, com participação relevante nas receitas do grupo.

“Estamos chegando ao mercado com o diferencial de sermos parte de um grupo sólido e de forte credibilidade internacional, com a filosofia embarcada de Open Innovation e em colaboração com múltiplos ecossistemas”, diz Corrêa.

O executivo revela que a empresa já realiza estudos com grafeno há quatro anos, começando com a área de aços especiais para o setor automobilístico. “Temos investimentos diluídos nessa jornada desde o início”, comenta. "Quando falamos de Américas e das áreas em que iremos aplicar o aditivo, temos um mercado endereçável de 2,7 bilhões de dólares."

A proposta é fornecer aditivos, boosters e soluções com grafeno que sejam plug-and-play para os processos industriais. "Ou seja, iremos comercializar tanto o produto quanto o serviço e know-how em grafeno e, para isso, contamos com alianças estratégicas com parceiros globais e nacionais", ele prossegue.

"Por fim, temos como primeiro cliente a própria Gerdau e suas usinas de aço, que permitem a criação e testes de novos produtos e soluções com velocidade e intimidade de aplicação."

Aplicações – Em termos de composição, o grafeno é um nanomaterial composto apenas por carbono, em que os átomos se ligam e formam estruturas hexagonais. Em outras palavras, é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante e o grafite.

Por apresentar características únicas, o grafeno tornou-se o maior condutor elétrico da indústria, um dos melhores condutores térmicos e um dos materiais mais resistentes e duros da atualidade.

Segundo Corrêa, a principal função do grafeno é trazer ganho de resistência mecânica para o concreto, sendo que o aditivo representa de 0,5% a 1% da massa total do produto. Contudo, o executivo acentua que as aplicações do material vão além de revestimentos anticorrosivos e compósitos poliméricos. “O grafeno permite uma projeção visionária e de negócio adicional", comenta.

O potencial do material no Brasil é muito relevante, ele avalia, especialmente pelo fato de o país ser uma fonte importante de grafite, podendo representar cerca de 40% do faturamento da nova empresa. Segundo o executivo, o principal desafio é traduzir a tecnologia em solução, mostrando as vantagens para o cliente.

Atualmente, explica Corrêa, o mercado do grafeno ainda tem mais fornecimento que demanda. “Por ser uma tecnologia nova, muitas empresas têm capacidade ociosa, mas na medida em que acelerarmos a entrada do produto no mercado, os parceiros terão maior capacidade industrial, sem riscos de aumento de preço", diz.

“Acredito que teremos mais aplicações, o que contribuirá para trazer maior escala. Com isso, reduziremos o custo na produção, especialmente para o setor da construção, que consiste em trabalhos com grandes volumes, de modo que precisamos entrar com aditivos em grande escala”, conclui.