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29 de abril de 2021
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Segundo pesquisa da CNI, 71% veem recuperação econômica somente a partir do próximo ano

Dado mostra aumento de dez pontos percentuais no pessimismo do brasileiro em um intervalo de nove meses. Falta de vacina e percepção sobre impacto da pandemia na economia influenciam esse sentimento
Fonte: Assessoria de Imprensa

O ritmo da vacinação e a segunda onda da Covid-19 derrubaram a expectativa do brasileiro em uma retomada mais rápida da economia.

A terceira edição da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, mostra que 71% das pessoas consideram que a economia vai levar, pelo menos, um ano para se recuperar. Foram entrevistadas 2.010, entre 16 e 20 de abril deste ano. Em julho de 2020, eram 61%. Essa pergunta não foi feita na primeira edição.

Esse sentimento impacta os hábitos de consumo e foi influenciado pela vacinação: 83% dos entrevistados consideram o ritmo de vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas esse ano. Dados oficiais mostram que apenas 13,2% da população foram vacinadas. Do total de entrevistados pela pesquisa, 9% já tomaram a primeira dose da vacina e 6%, as duas doses.

De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a aceleração do ritmo da vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 é condição imprescindível para combate eficaz à pandemia.

“Só a imunização em massa da população contra a doen&cc...


O ritmo da vacinação e a segunda onda da Covid-19 derrubaram a expectativa do brasileiro em uma retomada mais rápida da economia.

A terceira edição da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, mostra que 71% das pessoas consideram que a economia vai levar, pelo menos, um ano para se recuperar. Foram entrevistadas 2.010, entre 16 e 20 de abril deste ano. Em julho de 2020, eram 61%. Essa pergunta não foi feita na primeira edição.

Esse sentimento impacta os hábitos de consumo e foi influenciado pela vacinação: 83% dos entrevistados consideram o ritmo de vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas esse ano. Dados oficiais mostram que apenas 13,2% da população foram vacinadas. Do total de entrevistados pela pesquisa, 9% já tomaram a primeira dose da vacina e 6%, as duas doses.

De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a aceleração do ritmo da vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 é condição imprescindível para combate eficaz à pandemia.

“Só a imunização em massa da população contra a doença recolocará o Brasil no caminho da retomada da economia, do dinamismo do mercado consumidor e na rota dos investimentos. Mais importante, a rápida execução do Plano Nacional de Imunização – respeitando a ordem dos grupos prioritários – permitirá que a população brasileira possa, enfim, contar com a proteção contra essa doença que tem trazido enorme custo humano para o país e o mundo", afirma o presidente da CNI

A pesquisa mostrou um medo menor da população em perder o emprego do que em 2020. Em abril de 2021, 41% assinalaram ter um medo grande ou muito grande de perder o emprego. Em julho de 2020, eram 45% e, em maio de 2020, 48%.

Apesar disso, 32% dos trabalhadores afirmaram que a renda diminuiu e 14% perderam totalmente a renda, nos últimos 12 meses. Para 41%, a renda ficou estável e 10% registraram aumento. Em outra pergunta, quanto às expectativas sobre sua renda para os próximos seis meses, 3% acreditam que perderão totalmente, 9% veem redução parcial e 83% consideram que não terão mudanças.

Diante de todo esse cenário de crise e pandemia, 71% da população afirmam ter reduzido seus gastos desde o início da pandemia.

Os motivos teriam sido os seguintes: 30% perderam parte ou toda renda; 38% se dizem inseguros quanto ao futuro; 27% alegam o fechamento do comércio e; 5% não responderam. Nesse tópico, o que chama a atenção é o fato de 37% dos respondentes afirmarem que a redução do gasto será permanente, percentual que há um ano estava em 29%.