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12 de julho de 2013
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Matéria de Capa - Construction Expo 2013

Setor de equipamentos em compasso de espera

O Brasil precisa vencer sua incapacidade política de alavancar, na velocidade necessária, os projetos de investimento, para que as previsões de crescimento do setor de equipamentos se confirmem. A análise é do jornalista econômico britânico e consultor da Sobratema, Brian Nicholson, a respeito do estudo da entidade, apresentado no seminário Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção. A apresentação ocorreu no terceiro e último dia do Construction Congresso.

Em vista do panorama nacional que se apresenta para 2013, os equipamentos para construção da chamada Linha Amarela deverâo ter um crescimento de 13%, principalmente em relação a escavadeiras, motoniveladoras e rolos compressores. Já até 2017, a prospecção indica que o crescimento anual deva ser de cerca de 10%.

Entretanto, mesmo não existindo falta aparente de projetos (já que o déficit de obras para infraestrutura é grande) nem de recursos para investimentos, alguns possíveis fatores internos podem limitar o crescimento esperado para o mercado brasileiro de equipamentos, além da mencionada incapacidade de tocar e gerenciar obras: subinvestimento continuado na infraestrutura; crescimento econômico baixo; e gargalos, como a falta de mão de obra especializada. De fora do Brasil, ocorrências negativas também podem comprometer o desempenho nacional, como a queda na demanda global para commodities e o clima geral de insegurança internacional.

Entre as ações governamentais esperadas, e necessárias, Brian Nicholson aponta o anúncio de um investimento superior a R$ 470 bilhões no programa de construção e melhoria de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, sistemas de óleo e gás e geração e transmissão de energia. Mas, o analista alerta para o fato de que tudo isso pode estar sendo comprometido com as notícias de atrasos nas ações governamentais, como vem ocorrendo, por exemplo, no caso das concessões em geral.

O estudo da Sobratema, realizado em maio de 2013, abrange 39 empresas (21 construtoras e 18 locadoras), em todo o território nacional, representando uma frota total de 15,5 mil máquinas.

Grande porcentagem do segmento de compradores de equipamentos de construção consultados vê com ceticismo o impacto das concessões, ainda em 2013, tanto sobre as empresas propriamente ditas como sobre o setor da construção, de acordo com a pesquisa. As fichas de expectativas promissoras estão sendo apostadas maciçamente em 2014.